História, contos e poesia http://ohistoriador.nireblog.com Blog criado no dia 17 de setembro de 2007, com a finalidade de divulgar textos histórico, bem como contos e poesias tanto do autor San Burundi como de outros autores. Thu, 02 Jul 2009 12:17:12 +0100 História, contos e poesia http://files.nireblog.com/blogs/ohistoriador/gravatar.gif http://ohistoriador.nireblog.com http://nireblog.com 57º Aniversário do poetinha San Burundi http://ohistoriador.nireblog.com/post/2009/02/26/57-aniversario-do-poetinha-san-burundi http://ohistoriador.nireblog.com/post/2009/02/26/57-aniversario-do-poetinha-san-burundi scannedimage-5.jpg

No dia em que completei 17 anos ingresava eu na Marinha do Brasil como Voluntário. Naquela ocasião, eu estava realizando meu grande sonho "Ser Fuzileiro Naval".  entrava para a tropa de elite da Marinha, onde, segundo Raquel de Queiróz, estão os homens mais másculos do planeta. Mesmo levando em consideração que a ilustre escritora era perdidamente apaixonada por um velho Almirante Naval, a verdade é  que com raríssimas exceções, a frase da escritora tem bases científicas, pois ao longo da carreira pude perceber que o Fuzileiro Naval Brasileiro é imbatível, quando o assunto é mulher. Para se ter uma idéia, quando o "Velho Garcia Dávila" atracava em qualquer Cais, a zona do baixo meretrício era fechada ao público, ficando as preciosas "Damas" a disposição dos Fuzileiros.

Hoje, passados 40 anos, o velho "Lobo do Mar" relembra com saudades, os momentos gloriosos vividos a bordo dos velhos navios negreiros (essa era a forma como chamávamos os Navios Transporte de Tropas), que singravam os mares em busca de grandes emoções. Aquilo era gostoso, e como se diz na gíria de marinha, haja pau. Gameleira, Julião, Montanha, Pau da Bandeira, Ladeira do Mijo, Varandá, Nordeste de Amaralina, Sete de Setembro, Paripe, Piri Piri, Cabrália, Porto Seguro e outras ZBMs da Bahia, eram a extençao de nossas casas, Isso sem falar das ZBMs do Amazonas, Pará, Fortaleza, Santa Catarina, Espirito Santo, Pernambuco,  Trinindad e Tobago,  Roosevelt, Martinica, San Juan de Puerto Rico, Vieques, Cuba, Honduras, Nicarágua, EEUU, e muitos outros paízes, que se eu for enumerar perco a noite. Foram 32 anos de pura adrenalina. Hoje só restaram recordaçoes e uma frase "Puts Grila, como eu amei!".

É, sou obrigado a admitir, Haja Pau!!!!!!!!!

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Thu, 26 Feb 2009 01:15:29 +0100
ATÉ CONHECER JESUS http://ohistoriador.nireblog.com/post/2009/02/03/ate-conhecer-jesus http://ohistoriador.nireblog.com/post/2009/02/03/ate-conhecer-jesus mae-santa.bmp

Esta canção poderia se chamar "Um ponto Final", pois já não se escrevem letras e melodias como esta. Linda, tocante e profunda.

San Burundi

Foram tantos os caminhos que eu andei, até conhecer Jesus.

Foram tantas as pessoas que eu amei, até conhecer Jesus,

Foram tantas esperanças que eu juntei, até conhecer Jesus.

Foram tantos passos lentos que eu já dei, até conhecer Jesus.

Foram tantos os erros, as perdas e danos, foram tantos eu sei, meus pobres enganos, que eu até desisiti de viver, eu pensei em morrer.

Quantas pedras no caminho eu tropecei, até conhecer Jesus.

Tentando acertar no amor quanto eu errei, mas agora eu te encontrei.

Como o barco perdido, que encontra seu cais, Tudo quanto sofri, hoje não me faz mal, pois Jesus colocou no meu drama um ponto final.

Disco "Jesus" de Nelson Ned

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Tue, 03 Feb 2009 04:45:45 +0100
Outro Pedagogo Na Família Burundi http://ohistoriador.nireblog.com/post/2009/01/07/outro-pedagogo-na-familia-burundi http://ohistoriador.nireblog.com/post/2009/01/07/outro-pedagogo-na-familia-burundi 16-10-87.JPG

      Nesse Mês de Janeiro, cola grau o mais novo pedagogo da família Nascimento "Burundi".

      Samuel Douglas, o filho mais velho do poetinha San Burundi, acaba de se formar em Pedagogia, sem o auxílio luxuoso das "Cotas".

      Foram anos de luta e desconforto, mas valeu a pena, afinal, se tiver cabeça e firmeza de propósito, Samuel II poderá ocupar seu espaço no universo educacional e, assim, buscar sua emancipação social.

      Saiba meu Filho, seu pai te ama muito e deseja para ti muito sucesso, mesmo que os ventos soprem ao contrário, pois como um bom marinheiro saberemos levar nosso barco ao porto seguro.

      Por fim, deixo uma frase para que todos nós, "negros e mulatos", possamos meditar, pois mesmo depois de assinada a Lei Aurea, a escravidão não acabou:

"O mais desgraçado dos escravos é o que vive aprisionado ao pelourinho moral"

San Burundi (O poetinha Congolês)

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Wed, 07 Jan 2009 00:43:41 +0100
Novo Livro na Praça http://ohistoriador.nireblog.com/post/2009/01/07/novo-livro-na-praca http://ohistoriador.nireblog.com/post/2009/01/07/novo-livro-na-praca valdemir-12.JPG

      O Poeta, Historiador, Estoriador, Piadista e Contador de Causos, San Burundi inicia seu sétimo projeto.

      Entra em processo de publicação o sétimo livro do poetinha San Burundi, cujo título provisório será "Grito de Liberdade: as contribuições maçônicas nos projetos emancipacionistas pernambucanos" . Este livro levantará questões importantes sobre Itambé, a Confederação do Equador e outros projetos de emancipação política da província de Pernambuco, no século xix e o papel dos maçons clérigos e maçons leigos nessas conspirações.

      Valerá a pena esperar, pois o projeto aponta que, mesmo com as proibições impostas pelo vaticano, a Maçonaria pernambucana fez do convento de Olinda e outras instituições religiosas, um berçario de irradiação dos ideais liberais, importados de Montpelier, Sourbone, na França e Coimbra em Portugal, pelos religiosos que regressavam desses centros de culturas, quase sempre, iniciados como maçons, ou simpatizantes da Trilogia "Liberdade, Igualdade e Fraternidade".

San Burundi

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Wed, 07 Jan 2009 00:19:22 +0100
Desejos proibidos http://ohistoriador.nireblog.com/post/2008/12/10/desejos-proibidos http://ohistoriador.nireblog.com/post/2008/12/10/desejos-proibidos Sabe, a muito tenho tanto pra te dizer, mas me faltavam as palavras.

Muitas vezes me peguei, olhando  essas costas largas, perfeitas para meu peitoril.

Encaixe perfeito da coroa no pinhão, onde irão dois corações, os seus sons sicronizar.

Deitados sob o céu, numa noite de luar. vendo estrela cintilar, na imansa escuridão.

Teu corpo sobre o meu, meus braços enlaçam os teus. no peito essa tesão.

Vontade de te amar, teu corpo penetrar, soltar minha paixão.

Ai de mim, pobre coitado, que sonha acordado, que vive de ilusão.

Pois nobre criatura, com tanta formosura, pra mim um avião.

De vôo proibido, não sou o seu partido, mais um na multidão.

Porém tenho esperança, meu bêbe minha criança, minha doce flor-de-liz.

De fazer-me ser notado, aí sonhado acordado, serei muito mais feliz.

Por: San Burundi.

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Wed, 10 Dec 2008 00:58:50 +0100
San Burundi http://ohistoriador.nireblog.com/post/2008/12/08/san-burundi http://ohistoriador.nireblog.com/post/2008/12/08/san-burundi Aos amigos e Parentes que queiram contato comigo aqui vão os meus endereços:  sanburundi@hotmail.com   lobomumu@msn.com   sannascimento.burundi1@gmail.com sanaval@ig.com.br

http://familialimasilvanascimento.myheritage.com

é só acessar e se divertir

abraços a todos e bjs para todas

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Mon, 08 Dec 2008 03:03:16 +0100
por quê me olhas? http://ohistoriador.nireblog.com/post/2008/11/26/por-que-me-olhas http://ohistoriador.nireblog.com/post/2008/11/26/por-que-me-olhas Por quê me olhas mulher? eu sei que você quer, ter comigo relação.Nesse caso vou contigo, mesmo correndo perigo, aplacar o teu tesão. Eu não sei se você sabe, em meu peito ainda arde, chama azul de uma paixão. Marcas de uma amor fingido, sonho bom de tempos idos, fantasias de verão.

Muito embora meu passado, deu ao peito amargurado, dor suprema dor cruel. mesmo em dor contigo eu saio, pra fazer um bom trabalho, de prazer levar-te ao céu.

Mas, se estais de sacanagem e por pura malandragem, tentas me aliciar, fique então você sabendo, mesmo de amor morrendo, vou aqui te dispénsar. Sua louca desvairada, o meu peito ainda guarda, forças para odiar. despejar todo despreso, e frustrar esse desejo de contigo acasalar.

Por: San Burundi

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Wed, 26 Nov 2008 01:25:23 +0100
Deflorando a menina dos meus olhos. http://ohistoriador.nireblog.com/post/2008/11/26/deflorando-a-menina-dos-meus-olhos http://ohistoriador.nireblog.com/post/2008/11/26/deflorando-a-menina-dos-meus-olhos menina! quão bela és tu, formosa, na retina fica a prova, no olhar linda visão.

Texto escrito em verso e prosa, alucina incomoda,  as veias do meu coração.

Coração velho e cançado, de bater descompassado, sangue novo vem fluir.

Peito oxigenado, vou sonhando acordado, não consigo mais dormir.

Minha iris deflorada, por figura encantada, nos meus olhos a se exibir.

Sua linda formosura, vai levar-me a loucura, por favor deixa eu dormir.

Por: San Burundi

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Wed, 26 Nov 2008 01:14:08 +0100
Novamente o amor http://ohistoriador.nireblog.com/post/2008/11/26/novamente-o-amor http://ohistoriador.nireblog.com/post/2008/11/26/novamente-o-amor O amor me causa dor e alegria, numa lenta agonia, desse pobre coração.

felicidade que meu pobre peito invade, quando vai deixa saudade, de uma chama que não arde, puro sonho, ilusão.

Dor de amor adormecida, que altera nossa vida, despertando emoção.

Coisa ruim, bebida amarga, minha boca já não traga, coração não quer mais não.

Essa velha sorrateira, me envolve em sua teia, a mdiscórdia ela semeia, vai matar-me de paixão.

 Por: San Burundi.

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Wed, 26 Nov 2008 01:06:12 +0100
Sublime amor. http://ohistoriador.nireblog.com/post/2008/11/12/sublime-amor http://ohistoriador.nireblog.com/post/2008/11/12/sublime-amor Áh o amor, 

 quem é você que inesplicavel eu amo,

quem é você que no silêncio eu sempre chamo,

 pois de você não sei nem mesmo o seu nome?

Quem dera ver, por entre as brumas do meu sonho,

tua figura como peça magistral,

que me atormenta qual assombro marginal.

Quero você, como preciso me nutrir,

sob teus beijos gostaria de dormir,

e alegremente outro dia ver surgir.

Áh o amor, como é doce, como é belo,

por ti em sonhos toda noite eu espero.

amor profundo, vai matar-me de paixão.

Por: San Burundi (O congolêz)

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Wed, 12 Nov 2008 23:11:56 +0100
Significado do nome Alzira, para todas as Alziras que acessam meu site http://ohistoriador.nireblog.com/post/2008/11/12/significado-do-nome-alzira-para-todas-as-alziras-que-acessam-meu-site http://ohistoriador.nireblog.com/post/2008/11/12/significado-do-nome-alzira-para-todas-as-alziras-que-acessam-meu-site  ALZIRA

Origem:
TEUTÔNICO

Significado:
GRAÇA E BELEZA.

 Alzira: Significa ornamento, beleza. Indica uma pessoa intuitiva e extrovertida, que tem idéias originais e brilhantes a respeito de tudo e gosta de debatê-las com os amigos. Destaca-se em profissões ligadas à criação e à comunicação, como propaganda e jornalismo. hehehehehe se identifica com a Velha Cafetina de Angola rsrsrsrsrs

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Wed, 12 Nov 2008 22:44:13 +0100
Ética a mãe da moralidade http://ohistoriador.nireblog.com/post/2008/07/21/etica-a-mae-da-moralidade http://ohistoriador.nireblog.com/post/2008/07/21/etica-a-mae-da-moralidade

 Nesse mundo conturbado onde por alguns trocados matam-se pai, mãe ou irmãos, nasce  a mãe da malandragem, que mesmo na adversidade, oferece proteção. 

Mãe justiça, surda e cega não se importa com as mazelas tidas por corrupção. Praticadas com freqüência, por aqueles que juraram sobre a constituição, preservarem as mãos limpas, enluvadas pela alvura dos ritos de iniciação.  

Segue a mãe justiça cega, alterando as vezes as regras, para dar mais proteção, aos doutores corrompidos, de cordeiros travestidos, ofuscando a visão.  

Povo pouco esclarecido, por promessas iludidos, sem rigor na apuração. Ladroagem sempre alerta, na justiça é quase certa a velha absolvição. 



Mas eis que surge uma senhora, que matou a pau outrora, encanado figurões. Dama nobre e altaneira ressuscita bem fagueira, com promotores garotões

Gente jovem e resoluta, a quem a outra não assusta, mesmo agindo por pressão. A madrinha da lisura entre outras ela figura como prima da moral. 

 Entre outras ela arrasta, a vergonha por pirraça, agradece e testifica. Que na prática o povo agita, e por ética ele grita chaga de corrupção, abra os olhos mãe justiça! 

Por San Burundi

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Mon, 21 Jul 2008 12:30:54 +0100
Amizade http://ohistoriador.nireblog.com/post/2008/06/08/amizade http://ohistoriador.nireblog.com/post/2008/06/08/amizade
ciume1.jpg

O que é amizade?

Ser sempre agradável?

Concordar sempre com o outro, mesmo que ele esteja errado?

Falar coisas bonitas, sempre visando agradar o outro?

Abrir sempre as portas de sua casa, mesmo que a recíproca não seja verdadeira?

Ter sempre um sorriso a oferecer, mesmo que por dentro o coração esteja doendo?

Achar as malcriações dos filhos deles engraçadinhas?

Oferecer, sempre seu ombro amigo, sem questionar os motivos das lamentações deles?

Mentir sempre que a verdade possa causar celeumas neles?

Perdão mas, nada disso é amizade.

Isso está mais para submissão e dependência afetiva.

Assim sendo, acredito que sempre serei um péssimo amigo.

Por: San Burundi (o Congolês)

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Sun, 08 Jun 2008 02:02:41 +0100
Simplesmente Maria http://ohistoriador.nireblog.com/post/2008/05/09/simplesmente-maria http://ohistoriador.nireblog.com/post/2008/05/09/simplesmente-maria

cruz.jpg

Simplesmente Maria

Do céu desceu essa linda criatura que mesmo vindo das alturas, guarda sempre os pés no chão.

Das alturas desce chuva, desce raio em lindas curvas, desce o ronco do trovão.

E nas noites enluaradas, risca o céu estrela alada, qual cometa boreal.

Mas, quem será essa menina? Que inspira essas rimas, esse verso especial?

Não é nossa mãe divina, mas seu nome principia, bem aqui na minha mão.

Letra M de Maria, mãe do céu! Virgem Maria! Ela é uma simpatia, cheia de educação.

Vive na sociedade, dos poetas acordados, com seus versos bem rimados, toca nossos corações.

É do céu como Maria, mas não é Aparecida, mãe divina escolhida e tampouco Conceição.

Simplesmente é Maria, que com muita alegria. hoje tenho como amiga e fonte de inspiração.

Ela já não usa véu, mas tem sorriso cativante, Deus! Como é gratificante, partilhar desse seu céu.

Céus! É Maria do Céu 

Por: San Burundi

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Fri, 09 May 2008 13:15:37 +0100
Novo livro de San Burundi na praça http://ohistoriador.nireblog.com/post/2008/04/22/novo-livro-de-san-burundi-na-praca http://ohistoriador.nireblog.com/post/2008/04/22/novo-livro-de-san-burundi-na-praca capa-do-livro.jpg

      O autor San Burundi, acaba de escrever seu quinto livro. Desta vez a temática explorada foi a abolição da escravatura.

      Este será um livro polêmico, pois aponta alguns aspectos da política abolicionista do século XIX, como projetos eleitoreiros e oportunistas. Ele também levanta questões como, o engajamento de certos "abolicionistas"  que representavam certos setores da sociedade, que estavam mais interessados em agradar a política de expanção da industrialização inglesa que em fazer uma abolição lenta gradual e responsável.

      Outro aspecto a ser considerado é o fato de certos Abolicionistas renomados, não trazerem em suas biografias, a libertação de seus próprios escravos.

      Vai valer a pena ler esta obra. Aguardem que muito breve estaremos informando o seu lançamento.

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Tue, 22 Apr 2008 00:57:07 +0100
Verão Angolano http://ohistoriador.nireblog.com/post/2008/04/15/verao-angolano http://ohistoriador.nireblog.com/post/2008/04/15/verao-angolano  

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        Naquela tarde quente do verão angolano Jr,  já sei o que vocês vão dizer – de novo esse cara? É mais uma vez aparece o nosso amigo Jr, mas como eu dizia Jr havia trabalhado como um cão e estava louco para tomar umas e outras. O homem era o provedor da ONU em angola, o responsável pelo abastecimento de víveres para as equipes internacionais, andava o dia todo, naquele momento ele estava precisando de descanso e descontração. Após passar no açougue, na quitanda e na farmácia o pobre homem precisava limpar a goela com uma generosa dose do puro malte escocês.     

A casa de Alzira nunca tivera tão concorrida, havia gente entrando, gente saindo, uma loucura. Jr tranqüilo chamou Alzira a um canto e fez a solicitação – sabe como é ia passando, vi o movimento e como o tempo esta pedindo, entrei para ver se posso tomar uma. Alzira muito educada, respondeu  - meu fofo, aqui você manda não pede. Acomodou seu cliente preferencial e foi buscar as bebidas.     

Lá pelas seis horas da tarde Jr já meio alegre e sob o efeito nefasto do álcool, começou a observar Alzira com bons olhos e lhe disse – alzirinha tu tais bonita hoje. Alzira que era um bucho danado, se sentiu como a própria Brook Child – são seus olhos -  respondeu. Que nada Alzira, você está belíssima. Alzira coitada, toda cheia de vergonha (ela sabia que era um bucho) agradeceu. Jr começou a falar que estava muito carente, só e chateado, pois era seu aniversário e não tinha com quem dividir sua alegria. Alzira caiu na asneira de sentar-se ao seu lado, tomou a maior cantada da sua vida. Jr estava louco para quebrar a Alzira e foi logo pedindo. A mulher não resistiu e foi cedendo até concordar de vez – ta bom, vá tomar um banho, trocar de roupa e lá pelas nove tu venhas que estarei te esperando.     

Jr partiu para a base, tomou um maravilhoso banho, colocou sua melhor indumentária e partiu em busca de fortes emoções. Ao chegar à casa de Alzira o velha-guarda ficou maravilhado. A dama luzia um belíssimo vestido de seda vermelha. Na face ela ostentava um sorriso enigmático.    A casa estava mergulhada numa escuridão infernal. Alzira pede que Jr entre e se sente na poltrona da sala enquanto ela coloca gás no lampião. Da cozinha ela diz para Jr – meu fofo fique a vontade que estou me preparando pra você.    

Jr todo alegrinho começa a tirar a roupa e a envernizar a velha “ferramenta”. Nesse momento Alzirinha entra na sala com um lampião aceso. Nessa hora a platéia entra em delírio, gritando parabéns pra você. O pobre Suboficial percebe que não tinha saída e começa a dizer – putz grila que calor. Sim era verdade Alzira havia convidado todos os amigos de Jr para comemorar com ele seu aniversário. Dizem as más línguas que Jr nunca mais foi o mesmo. Alzira não lhe causou mais tesão, pois toda vez que começava um colóquio com a moça lembrava da festa e a  “ferramenta” não luzia.

Aconteceu em Angola 

Por San Burundi   

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Tue, 15 Apr 2008 17:35:12 +0100
Noites Calientes http://ohistoriador.nireblog.com/post/2008/04/15/noites-calientes http://ohistoriador.nireblog.com/post/2008/04/15/noites-calientes  

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        O sol já havia se escondido por detrás dos prédios da cidade. Do sul vinha um vento frio que fazia estremecer o corpo dos transeuntes. Zé caminhava pela rua meio sem rumo, a procura de alguém ou de algo que lhe fizesse esquecer as agruras e amarguras de uma travessia marítima conturbada. O navio havia jogado muito na noite anterior e Zé ainda estava meio mareado. Seu caminhar era trôpego e a visão, típica dos marujos pouco acostumados a longas travessias.      Ao norte a lua dava mostras que iria surgir cheia e brilhante, pois ainda não era visível, mas seu clarão iluminava o horizonte como um potente holofote.

José Alberto seguia absorto em seus pensamentos. De repente, um som, como o estouro de uma boiada o fez girar nos calcanhares. À sua direita surgiu uma turba, composta de homens que caminhavam apressadamente, rumo ao ponto do ônibus,  provocando uma enorme algazarra. Zé foi envolvido pela multidão e sem que pudesse evitar, foi levado pela enxurrada, para dentro de um ônibus.      

O coletivo partiu rumo ao incerto, pois Zé não sabia para onde ia o tal Buzu. Espremido entre um negão forte e o ferro de um banco, Zé sentia uma dor enorme, sua vontade era saltar do ônibus, mas como? Se nem ao menos queria entrar.     

Após alguns freios de arrumação a coisa foi melhorando e depois de quase uma hora de viagem, o coletivo parou. Zé desesperado gritava – espera ai que eu vou descer. O ônibus todo em coro respondeu – nós também seu bosta. Sim, era o fim da linha. Zé da forma que entrou saiu do coletivo.     

Zé sai caminhado, a procura de um local, onde pudesse tomar umas e outras. Numa esquina a lanchonete está repleta de homens e mulheres. Zé fica animado, afinal, depois de chacoalhar por quase uma hora no maldito ônibus, havia encontrado sinais de civilização (mulheres). A alegria do velho Naval era visível, pois já estava cansado de praticar cinco contra um. Agora era diferente, eram mulheres.     

 O boy foi logo atacando - olá, como vai? Posso sentar? A mulata observou aquele rapaz de cima a baixo e disse – claro meu fofo, aliás, eu estava mesmo te esperando. Lilá era uma mulata (a lá índia) que possuía um corpo maravilhoso, lábios carnudos sensuais e sex, pele lisa como uma garrafa de Brama (casco escuro) e nádegas volumosas e fartas.      Zé subia pelas paredes de tanto tesão – você não me leve a mal, mas posso pegar na sua mão? - Claro meu fofo, sou toda sua. Zé por pouco não ejacula nas calças. Desce um Campari – uma dose? Pergunta o garçom – não, uma garrafa – responde Zé.     

A noite foi uma criança, os pombinhos bailaram, beberam, se beijaram e lá pelas tantas, Zé fez a clássica pergunta – vamos? A resposta vocês já sabem – claro meu fofo.     

O cafôfo era pequeno, mas bem organizado. Zé tirou a roupa e se deitou na cama. Lilá apagou a luz e se aninhou ao seu lado. Na vitrola (disco de Vinil, lembram?) uma voz que cantava – ninguém é de ninguém. E lá foi Zé, bolinando, mordendo, chupando, até que Lilá o fez gozar por diversas vezes. Por fim morfeu os enlaçou numa cortina de sono e os transportou ao paraíso.     

 Nove horas da manhã, o sol já quase no seu zênite, lá fora os pássaros com seus gorjeios fazem com que Zé desperte de sono de Morfeu. Seus lábios ainda tinham o sabor daquela fêmea, seu fogo ainda ardia. Zé virou-se de lado, iria dar a derradeira, a do mijo. Ao retirar o lençol que protegia a sua escultura, o susto – que que isso? Lilá ostentava um volumoso pênis ereto, da ponta do qual, pendia uma delgada fita de Emplasto Sabiá, a qual havia sujeitado seu membro durante sua aventura como mulher.

Zé naquele momento sentia ganas de vomitar, pois passara a noite inteira enroscado num boiola. Coisas de Marinheiro de primeira viagem.

Aconteceu em Vitória(ES)

Por San Burundi 

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Tue, 15 Apr 2008 17:30:26 +0100
O corno do xadrez http://ohistoriador.nireblog.com/post/2008/04/15/o-corno-do-xadrez http://ohistoriador.nireblog.com/post/2008/04/15/o-corno-do-xadrez img_0004.JPG 

Eles formam um par perfeito. Ele baixinho careca e barrigudo, ela um Concorde, olhos claros, pele lisa, boca sensual, pernas delineadas, um verdadeiro monumento.Ao caminharem na rua todos observam. Ele é todo sorriso ao contrário dela que é extremamente sisuda, olhar fixo no horizonte, uma santa.

Reginaldo se sente feliz ao lado daquele monumento. Sim, porque ela é uma mulher muito honesta, uma verdadeira dama. No seu caminhar matutino ele faz questão de passar na pracinha, onde, todo o dia, rola um joguinho de xadrez. Ali se reúne a casta dos pensionistas da Marinha. Quando Reginaldo passa com a”dadivosa”, sua mulher, a galera mui respeitosamente cumprimenta – bom dia seu Guinaldo, bom dia dona Dadi! Dadivosa apenas movimenta a cabeça, mas Guinaldo, esse responde todo feliz – bom dia galera, logo mais tem? Todos respondem – claro. E lá se vai Guinaldo todo serelepe, deixando para traz uma turma aturdida pela visão daquele monumento. Sim, porque, a natureza fora deveras generosa com dona Dadi, principalmente na região glútea.     

Ao cair da tarde Guinaldo beija Dadi e sai todo alegre em direção à pracinha onde a turma do xadrez o aguarda para a partida. O jogo começa e segue noite a dentro, o que já é uma rotina. no fundo do coração aqueles velha-guardas se perguntam – como pode um avião daquele em casa e esse corno velho aqui jogando xadrez? Sim, era duro de crer, a Dadi era uma mulher fenomenal, não merecia ficar sozinha naquele Ap.     

Um dia as mulheres da rua se reuniram e resolveram tomar uma atitude, pois até elas estavam incomodadas. Foram todas para a praça tomar satisfação com seu Guinaldo. A mais revoltada, dona Isaurinha tomou a palavra – seu Guinaldo, isso não pode continuar, o senhor aqui, com esses velhos broxas, nesse maldito jogo e sua esposa, pobre coitada, abandonada naquele Ap. toma vergonha na cara! Guinaldo sentiu um remorso danado, até porque a esposa do seu Antíbes relatou que todas as noites ouvia a pobre mulher gemendo de tristeza. Seus lamentos eram tão profundos que já estavam incomodando a vizinhança. O velha-guarda não pensou duas vezes, largou o jogo e saiu em socorro de sua Dadi.

A turba que a essa altura do campeonato, havia se transformado numa pequena multidão, acompanhou o pobre homem (era para dar uma força). Ao chegarem a frente do prédio a multidão se deteve e Guinaldo se dirigiu à portaria. Os degraus foram vencidos de dois em dois. Ao chegar à porta do Ap. ele percebe que os gemidos de dona Dadi eram quase que lacinantes. Guinaldo dá uma leve pancada, chamando sua amada com voz suave. Lá em baixo a multidão que havia se avolumado, percebe um movimento na janela. No momento em que a mesma é aberta, surge a figura de um homem. O povão começa a ensaiar um coro de pula, pula, pula. Agarrado ao parapeito da janela, o Ricardão não suporta seu próprio peso e despenca de uma altura de seis metros, caindo sobre seu próprio carro, que estava estacionado estrategicamente em baixo da janela de dona Dadi.     

Enquanto isso, Guinaldo chora copiosamente abraçado a dona Dadi, prometendo nunca mais sair pra jogar xadrez. O  pobre coitado, além de corno era também surdo. 

Aconteceu em Edem  

Por San Burundi

 

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Tue, 15 Apr 2008 17:26:11 +0100
Medo http://ohistoriador.nireblog.com/post/2008/04/15/medo http://ohistoriador.nireblog.com/post/2008/04/15/medo  O medo é algo terrível, porém, sem duvida, é a principal causa da sobrevivência da espécie humana.     

 O primeiro temor dos humanos está ligado ao nascimento. O maior medo do bebê nasce de uma carência afetiva, pois ele já não ouve as batidas do coração de sua mãe, próximo ao seu corpo. O ritmo regular e tranqüilizante que, durante toda sua vida intra-uterina, serviu de compasso, para ritmar sua evolução.     

 Existem muitos tipos de medo. As fobias irracionais, que são angustias ante um objeto imaginário, o medo dos espaços abertos ou fechados, medo de altura, do contato físico com outras pessoas, das enfermidades, de avião, em fim são diversos os tipos de medo. Na realidade não há quem não tenha algum tipo de medo. Porém, eu, de todos os tipos de medo que existem no mundo o que mais eu temo é o medo de te perder. Nada é mais temível que acordar de manhã e não ter o teu corpo para me acalentar. A possibilidade de não ouvir teu suspiro quando eu toco tua nuca com minha língua fogosa me leva à loucura. Eu te amo e não posso viver sem você. Não sejas cruel, fica comigo e não te arrependerás. Vem com tua paixão afastar de mim esse medo de te perder. 

Por San Burundi  

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Tue, 15 Apr 2008 17:13:53 +0100
Recado ao meu Professor http://ohistoriador.nireblog.com/post/2008/03/14/recado-ao-meu-professor http://ohistoriador.nireblog.com/post/2008/03/14/recado-ao-meu-professor  Caramba! Quem roubou meu queijo?E tirou o meu sossego, limitando a visão.

Dessa vã filosofia, que enaltece e inebria,O meu pobre coração. 

Texto fraco ruim de bola, nem comédia nem paródia,Nem retrata em verso e prosa, turva minha inspiração.

Filme muito propagado, de um texto bem falado,Que valor pra mim tem não. 

São lições bem embutidas, do leitor muito escondida,Tipo de adivinhação.

Filme morno e moralista, não combina com o anarquista,Que só busca diversão. 

Preferível ver Carlitos, praticando suicídio, nas engrenagens do pião.

Adorei tempos modernos, mas prefiro Grande Otelo de sorriso amarelo, Com seu jeito bonachão. 

Quem Roubou meu queijo?

Eta filminho chinfrim. 

San Burundi 

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Fri, 14 Mar 2008 02:17:03 +0100