Ética a mãe da moralidade
Nesse mundo conturbado onde por alguns trocados matam-se pai, mãe ou irmãos, nasce a mãe da malandragem, que mesmo na adversidade, oferece proteção.
Mãe justiça, surda e cega não se importa com as mazelas tidas por corrupção. Praticadas com freqüência, por aqueles que juraram sobre a constituição, preservarem as mãos limpas, enluvadas pela alvura dos ritos de iniciação.
Segue a mãe justiça cega, alterando as vezes as regras, para dar mais proteção, aos doutores corrompidos, de cordeiros travestidos, ofuscando a visão.
Povo pouco esclarecido, por promessas iludidos, sem rigor na apuração. Ladroagem sempre alerta, na justiça é quase certa a velha absolvição.
Mas eis que surge uma senhora, que matou a pau outrora, encanado figurões. Dama nobre e altaneira ressuscita bem fagueira, com promotores garotões
Gente jovem e resoluta, a quem a outra não assusta, mesmo agindo por pressão. A madrinha da lisura entre outras ela figura como prima da moral.
Entre outras ela arrasta, a vergonha por pirraça, agradece e testifica. Que na prática o povo agita, e por ética ele grita chaga de corrupção, abra os olhos mãe justiça!
Por San Burundi



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