Amor de Marinheiro
Preta como a própria noite, tendo os beijos como açoite, seios presos no decote e no corpo a emoção.
Num processo deprimente, sua voz tão eloqüente, me responde simplesmente, não te dou meu coração.
Eu parado embasbacado, contemplando com agrado, corpo esbelto esparramado, nos lençóis sobre o colchão.
Se permites me entrego, para ti Deusa de ébano, meus pecados eu renego, és a minha perdição.
Mas, a bela criatura, não é minha é da rua, vive no mundo da lua, vende o corpo a prestação.
Aos boêmios da cidade, os que têm assiduidade, juram ter fidelidade, ela abre exceção.
Eu ali embevecido, pelo álcool amortecido, pago pelo acontecido, e volto para a embarcação.
Por: San Burundi


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