É doce morrer no mar

Mar, doce porção de água salgada, mundo submerso, oceano sem fim. Em teu interior a vida pulula como o fervilhar de bactérias, que tuas correntes transportam no seu constante vai-e-vem. Vidas coloridas, peles escamosas, Botos cor-de-rosa Enguia, Camarão. Superfície calma, ondas em leves vagas, vento que embala uma embarcação. Várias avenidas, que transportam vidas, belas, águas vivas, Cherne e Cação. Mar dos pescadores, que inspira amores, trova aos trovadores, Canta uma canção. Como é complicado, esse gosto amargo de tuas águas salgadas, que minha sede malvada não pode aplacar. Mesmo com esse gosto, a bela canção praieira feita em tua beira, nos faz recordar que é doce morrer no mar. Águas que geram a vida, algas coloridas, banco de corais. Fundo exuberante, de cores vibrantes, bóias flutuantes a iluminar. Mar, meu doce mar, como é bom o teu perfume, como é lido esse teu céu. Estrelas em cima e em baixo, cavalos que são marinhos, seguem o seu caminho sem com nada se importar. Olhando essa paisagem posso afirmar é doce morrer no mar.
Por San Burundi (O Congolês)

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