Luar de Amaralina

Luar parado, praia distante, surgiu no horizonte, meu barco a navegar.
O balançar ligeiro, que embala o marinheiro, nas noites de luar.
Maré de ondas mansas ancora a esperança, de logo encontrar.
A bela adormecida, paixão da minha vida, que achei a beira mar.
Foi numa noite dessas, que a lua estava em festa, no céu como um balão.
Meu barco sorrateiro se deslocava em meio a outras embarcações.
Na bela Amaralina, estrelas pequeninas cobriam todo o chão.
Ali tu te encontravas, sonhando acordada, pedindo proteção.
A nave já estava de espias amarradas, tentando atracar.
No cais da praia bela, onde eu te vi donzela, deitada a descansar.
Desci todo enfeitado, de corpo perfumado, pra lhe impressionar.
Porque eu já sabia, que aquela que dormia, nasceu pra me amar.
O flerte foi ligeiro, pois todo marinheiro, tem sempre inspiração.
Tem charme é galante, Cortez e elegante, o rei da azaração.
Bastou uma olhada, pra moça que acordava prender sua atenção.
No mar de Amaralina, achei lida menina, lhe dei meu coração.
Por San Burundi ( O Congolês)

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