Amor e paixão

Quais os instrumentos do amor? O sorriso, a flor, o perfume, o sabor? O que transforma um simples olhar, num enorme desejo de amar? Uma carícia, uma bravura, Declaração de uma loucura? Ou, quem sabe ir nas alturas e mil versos declamar?
Mas, é preciso lembrar que há mil maneiras de amar. Amar como o marinheiro, que compra amor com dinheiro ou como passarinheiro, que ama, mas põe no viveiro?
Quem ama encara a luta, mas não com a prostituta, pois vende amor no atacado, até pra homem casado. Amar é viver-mos juntinhos, até ficar bem velhinho, mas não com a mariposa, precisa ser sua esposa.
Pra ser amante é preciso, amar-se como Narciso, mas sem beijar o espelho, pois não tem vida ou cabelo. Amor mazoquista é surpresa, algemas no pé da mesa.
Amar como mãe é carinho, pois ama só seus filhinhos. Amar como irmão não tem graça, começa mas logo passa. Porque esse é proibido, irmão não pode ser marido.
Quem ama como donzela, papai e mamãe são a vela, que permanece acesa, na hora da sobremesa. Amar é ter o pé no chão, pro amor não virar paixão.
Paixão e amor não combina, um é rua o outro a esquina, que ao se virar dá na porta, onde a Inês já é morta. Se o amor se transforma em paixão, acaba com a relação.
Por: San Burundi (O Congolês)

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