Saudades do Ver-o-Peso

Nicolle, minha prostituta predileta,
sempre amiga, mas irriquieta,
e cheia de disposição.
Dos homens sois a princesa,
porém não fazes a mesa,
ao valente e ao brigão.
Tinha meus sonhos dourados,
de sempre estar ao teu lado,
ao terminar a missão.
Percorrendo o Ver-o-peso,
pra desvendar os segredos,
do teu pedaço de chão.
Cidade de Anandindeua,
a contemplar a beleza,
das águas do riachão.
Mar doce de agua escura,
de peixes da pele dura,
e do boto assombração.
Nicolle teu Pará é lindo,
mas meu navio vem vindo,
vai terminando a missão.
Partindo deixo saudades,
mais saiba que ela invade,
o meu pobre coração.
Eu volto pra minha terra,
pois muita gente me espera,
pedindo a Deus em oração.
Que em minha volta tranquila,
não encoste minha quilha,
afundando a embarcação.
Eu peço a Deus que proteja,
aquela que me deseja,
meu amor minha paixão.
A minha mulher amada,
que eu sei sempre me aguarda,
pra me oferecer seu perdão.
E Nicolle? Áh, Nicolle é apenas ilusão.
Por: San Burundi (O Congolês)

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