Coisa de louco
Vadia, escura e fria, que numa lenta agonia, me assusta e faz sofrer.
Chega faceira e sombria, logo no fim do dia, para me aborrecer.
Reina folgada e sadia, essa cadela fria, que se chama anoitecer.
É dentro dela que a vida, diminui a sua lida, para se abastecer.
Da luta do dia a dia, que quando anoitece finda, a labuta do viver.
Mas quando ela se instala, vem o meu louco e fala, é minha hora de viver.
Esse maluco beleza, que sempre comigo peleja, vai acabar com meu ser.
Mas sei que um certo dia, vai terminar a cantoria, desse louco no meu
ser
Pois, tudo na vida passa, tristesa dor e desgraça, não vão mais me
aborrecer.
Por: San Burundi (O Congolês)

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