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História, contos e poesia
Blog criado no dia 17 de setembro de 2007, com a finalidade de divulgar textos histórico, bem como contos e poesias tanto do autor San Burundi como de outros autores.

11/11/2007 GMT 1

Dor de Amor, como dói!!!

sanburundi @ 00:41

 

Ai como dói, essa coisa que corrói as entranhas do meu ser. Esse grito esse tormento que aprisiona meu pensamento e me faz desfalecer.

Essa sombra essa agonia prima irmã da fantasia que embota meu viver. Tem no tempo e no espaço revelado meu fracasso me fazendo envelhecer.

Na velhice prematura minhas cãs que foram escuras já começam a embranquecer, revelando na verdade o avançar de uma idade, que não vai retroceder.

Ai que dor que se agiganta, que chorar não adianta, não irá esmaecer, em meu peito amargurado, sinto o peso do passado,Essa ronda do meu lado, dor que fere e faz sofrer.

Dor que aperta e comprime que as drogas não reprimem, dor difícil de curar. Que acrescenta mais idade, tal qual uma entidade, em meu corpo a cavalgar.

Dor que vive altaneira, agarrada como herdeira, dentro do meu coração. Esse amor que é antigo, nunca foi correspondido vai matar-me de paixão.

Dor de Amor, ai como dói!!!

Por: San Burundi 

09/11/2007 GMT 1

A Janela da Alma

sanburundi @ 23:54



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 Mundo cruel, vida leviana, tudo acontece nos fins de semana, casais se encontram e vão para a cama. 

Mundo cruel vida se agita, ruas desertas gente que grita, som de polícia, homem assalta moça bonita. 

Mundo cruel vida amarga, carros parados sobre a calçada, chuva molhada, ébrio cantando de madrugada. 

Mundo cruel vida perdida, velas fedidas, finda uma vida, gente que chora na despedida. 

Mundo cruel vida bandida, mulheres nuas na avenida, fim de partida, outra desordem dessas torcidas. 

Mundo cruel vida ferida, homem que briga esposas que choram, por serem traídas. 

Mundo cruel vida acabada, noite sem sono é madrugada, carro que quebra no fim da estrada. 

Mundo cruel vida isolada, desamparada, casa vazia noite estrelada,  estou sozinho sem minha amada.

Por San Burundi 

07/11/2007 GMT 1

Livros do autor San Burundi.

sanburundi @ 13:05

Leia os livros:

contato para pedidos -  sanburundi@hotmail.com

Morubijula Burundi: o Conde de Santa Antão

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Este livro conta a história dos ancestrais do autor, a partir das estórias contadas por tia Teresa, uma negra analfabeta, mas que possuia boa memória.

Seus relatos formam a base do livro, cuja temática é a saga de uma tribo de negros Congoleses, que foram aprisionados e vendidos para mercadores clandestinos. Entraram no Brasil, por Pernambuco e em pouco mais de dois anos fugiram e construiram um paraíso, onde viveram por anos. Vale a pena conferir, pois é uma bela estória, que também contém História.

Autor San Burundi

Maçonaria, Igreja e Estado: uma questão controvertida.

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Esta Livro busca revelar algumas das muitas motivações para a Chamada Qustão Religiosa no Brasil oitocentista. Ele além de mostrar as possíveis origens da Maçonaria, apresenta  alguns aspéctos do engajamento de maçons nos movimentos liberais do século XIX e culmina com a luta entre Dom Vital, o Bispo de Olinda, o Visconde do Rio Branco, Grão-Mestre da Maçonaria Brasileira e o Imperador Pedro II.

Vale a Pena conferir.

 Autor San Burundi

Leia Também

O Encontro Final: Diário de uma suicída


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Ela tinha 8 anos quando se perdeu na mata e ao retornar ao lar, viu sua travessura se transformar em abandono, pois seu pai se desentendeu com a esposa e abandonou-as à própria sorte.

Aos 16 anos foi estuprada pelo padrasto, que em seqüência foi assassinado pela sua mãe.

Viveu de favores e foi violentada, pelo filho da patroa.

Abandonada, foi viver numa República, onde teve que se prostituir para sobreviver.

Encontrou o homem que a tiraria da prostituição. mas pouco tempo depois ele morre e ela além de perder seu único bem, um imóvel dado por seu amado, foi violentada pelo advogado que cuidou do caso.

Perdeu a mãe de forma violenta (assassinada com 17 facadas).

Casou e depois de 8 anos, perdeu o marido em uma acidente de trabalho.

Perdeu o neto antes mesmo de nascer.

Enlouqueceu e perdeu a filha por causa de sua aparente loucura.

Essa é a história de Edileusa, uma mulher marcada pela dor.

Muito bom confira.

Lembrete

sanburundi @ 01:17

Amigo (a)  se você acessou meu blog e gostou ou não faça seus comentários. eles são muito importantes para mim, pois permitem-me um melhor aperfeiçoamento do meu trabalho. Faça críticas apontando as falhas de forma pedagógica. Desde já, muito obrigado,

San Burundi O (Congolês)

O Poetinha Pretinho

Hehehehehehehe

A Iniciação.

sanburundi @ 01:12



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 Iniciação, palavra que exprime início, princípio, começo, ou seja, marco inicial de algo novo.Na nossa vida terreal passamos por diversas iniciações. A primeira se dá quando da fertilização do óvulo dentro do útero materno. Nesse momento tem início à vida intra-uterina. Que na maioria dos casos duram nove meses. Durante esse período, o feto passa por diversas provas, às quais ele enfrenta usando apenas seu instinto de preservação. Seus sentidos são resumidos, pois só a audição lhe é permitida. Nesse contexto esse sentido é o mais apurado possível, visto que ao nascer ele sabe diferenciar as batidas do coração da mãe, das batidas de outras pessoas. Ao nascer ele morre para a vida intra-uterina, efetuando a segunda iniciação.Essa iniciação começa no nascimento e vai até o fim da infância. Nesse período a criança vai desenvolver todos os seus sentidos, é o chamado período da maturação. Esse é o mais importante, pois o que ela aprende durante a maturação vai se reproduzir por toda a sua vida, são lições que jamais se apagarão da memória desse ser. Daí a importância dessa segunda iniciação.A terceira iniciação se dá a partir da puberdade. É o que chamamos de processo de acomodação. É nesse período que se inicia a organização do aprendizado infantil. Período também chamado de adolescência. Nele ocorrem os primeiros distúrbios sociais, pois na infância quase tudo é permitido, não existindo o conceito de comedimento. Na fase adolescente temos que mostrar os limites sociais, gerando assim os grandes conflitos nas mentes dos iniciados.A quarta iniciação se apresenta logo após esses conflitos da iniciação anterior, a qual acaba por deixar seqüelas no iniciado. A idade adulta é a que permite ao iniciado colocar em prática todo o aprendizado das três anteriores. Normalmente é recheada de encontros e desencontros, erros e acertos, decisões e indecisões, em fim é a fase experimental do ser humano.A quinta iniciação se dá quando da passagem da idade adulta para a meia idade. Alguns teóricos costumam dizer que essa é a idade ideal para o casamento, pois o jovem já fez todos os experimentos possíveis e impossíveis. Dessa forma já possui o discernimento para tomar decisões acertadas. É a chamada melhor idade, onde “quase sempre” a razão vence a emoção.A sexta iniciação se dá quando o iniciado atinge a idade madura. Nesse período ele já tem pleno controle de suas emoções (em tese). É também a idade intermediária, (entre a  a terceira idade e a idade adulta) nesse período da vida humana o ser está em pleno gozo de suas faculdades mentais. É o ápice da vida, o ponto mais alto. Daí em diante vem o declínio o retorno ao ponto inicial.A sétima iniciação é a que chamamos de terceira idade, ou idade do ancião, também chamada de idade provecta. É o início do retorno ou viagem de volta. Passamos a agir como adolescente. Todo o aprendizado começa a se confundir dentro de nossas mentes e passamos a tentar reorganizar isso tudo. É o momento em que a luta entre razão e emoção se equilibra. Ocorrem certos momentos de emoção e outros de razão. A oitava iniciação é a que para alguns tem o nome de velhice. É a idade do ouro, a nova infância. Momento onde quase tudo é permitido lembra muito à infância. Usam-se fraldas recebe-se comida na boca e em certos casos até levamos puxões de orelhas.Por fim a nona iniciação, que nada mais é que a morte física. O momento de efetuar-mos a grande viagem de volta ao nosso ponto de origem. Como o universo é cíclico, certamente, ( para os que acreditam) retornaremos em outras iniciações sucessivas.O interessante nesse estudo é que o número de iniciações é igual ao número utilizado por Deus para numerar o universo, de zero a nove. Nove são as iniciações, nove são os números primários, nove é um número divino, pois ele é a base de tudo ele é a raiz da circunferência, o ciclo vital. Reduzindo o nove se chega ao número três, que representa o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Reduzindo mais ainda, chegaremos ao número um que é Deus Manifestado, ou seja, o princípio de tudo, a primeira iniciação, o ponto dentro do circulo, a fecundação do óvulo. 

 

Por: San Burundi 

04/11/2007 GMT 1

Estrela Guia

sanburundi @ 23:31



Estrela que no céu brilha estrelas que enfeitam o mar, estrela de cima é astro, que vive a iluminar.

Estrelas de cinco pontas, que mora a beira mar, brigando com grão de areia, que vive a lhe incomodar.

Estrelas que sempre guia o barco a navegar, farol a muitas milhas, não vou mais naufragar.

Estrelas da fogueirinha, da lenha a se queimar, caldeira que nunca esfria vapor para embalar.

Estrela da agonia, da dor que não quer passar, espera por mim Maria, sentada a beira mar.

Estrelas da noite fria, enfeitam o meu luar, estrelas são navegantes, povoam o fundo do mar.

Morena por mim espera, meu barco já vai chegar, contado as estrelinhas, pro tempo logo passar.

Por: San Burundi

Amor de Marinheiro

sanburundi @ 21:47


Preta como a própria noite, tendo os beijos como açoite, seios presos no decote e no corpo a emoção.

Num processo deprimente, sua voz tão eloqüente, me responde simplesmente, não te dou meu coração.

Eu parado embasbacado, contemplando com agrado, corpo esbelto esparramado, nos lençóis sobre o colchão.

Se permites me entrego, para ti Deusa de ébano, meus pecados eu renego, és a minha perdição.

Mas, a bela criatura, não é minha é da rua, vive no mundo da lua, vende o corpo a prestação.

Aos boêmios da cidade, os que têm assiduidade, juram ter fidelidade, ela abre exceção.

Eu ali embevecido, pelo álcool amortecido, pago pelo acontecido, e volto para a embarcação.

Por: San Burundi

Degustação.

sanburundi @ 21:14





 

Bolo de fôrma ou em rolo, de coco ou de repolho, com carne e muito molho, faz agrado ao paladar. 

Broa de milho ou de cebola, de amido ou maisena, em rodelas bem pequenas que delícia degustar. 

Biscoitinhos de viúva, quando a tarde é de chuva com chá verde ou de uva, coisa boa de tragar. 

Pão de queijo com geléia, torradinha e mussarela, torta fria na janela, como é bom imaginar. 

Uma charque na paçoca, paio frito e mandioca, pra adoçar tem uma torta, ou um prato de manjar. 

Todas essas iguarias, servem para a tarde fria, escrevendo poesias, na varanda frente ao mar.

Por: San Burundi 

01/11/2007 GMT 1

Recife Imortal

sanburundi @ 03:37


Recife, és pequena mas,  decente, orgulhosa tua gente, de visão mais liberal.

Foram fortes no passado, na defesa do estado, levantando o pavilhão.

Luta por democracia, libertar as freguesias, construir uma nação.

Peito inflado braço forte, fostes o Leão do Norte, desde a orla até o sertão.

Hoje livre e altaneira, do nordeste és a primeira, a mais bela capital.

Os teus rios tuas fontes, marco zero e belas pontes, a Veneza nacional.

No galo da madrugada, seja a pé ou de jangada, vou brincar teu carnaval.

Vou a Porto de galinhas, onde a flora marinha é repleta de corais.

São José belo mercado, com turistas deslumbrados, com trabalhos artesanais.

Quem visita nunca esquece pedacinho do Nordeste, panteão dos imortais.

Por: San Burundi 

Oh linda

sanburundi @ 03:30



Oh linda cidade dos amantes, de beleza exuberante, das ladeiras declinantes, de um belo carnaval.

Tua bela geografia, ruas feitas em pedras frias,onde o povo em cantoria, acompanha o turbilhão.

Teus bonecos multicores, tua arte teus amores, teus perfumes teus sabores, e teus sons em profusão.

Teu Alceu que é Valença, tuas rezas tuas crenças, romarias  penitências, as beatas em oração.

Bela Olinda minha amada, cada dia apaixonada, teu acervo ainda guarda, fontes de inspiração.

Aos poetas da cidade, que gritou por liberdade, hoje é sem vaidade, patrimônio da união.

União dos escritores dos poetas dos cantores cordelistas rimadores e de toda a Nação.

Por: San Burundi 

Todos os textos aqui colocados são de autoria do Poeta e escritor San Burundi e fazem parte do livro: Histórias, Contos e Poesias para ser lembrado. Editado Pela Livrorápido

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