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História, contos e poesia
Blog criado no dia 17 de setembro de 2007, com a finalidade de divulgar textos histórico, bem como contos e poesias tanto do autor San Burundi como de outros autores.

28/11/2007 GMT 1

Fidelidade

sanburundi @ 02:03



Nossa chama já não arde só restou fidelidade, de viver em comunhão. Fidelidade à promessa feita na capela da Igreja, diante de uma multidão. 

Essa promessa esse castigo, meu sofrer eu já nem ligo, tento tudo suplantar, dor que rasga as entranhas e você com sua manha, vem com risos me agradar. 

Tua falsa alegria veste tantas fantasias chega a descaracterizar. Teus rompantes de desejos encobertos com segredos que tu tentas revelar. 

Mas, meu corpo não deseja, teus carinhos não aceita, chego a te repudiar. Minha voz fica embargada, da emoção não sobrou nada, já não posso te amar. 

Peço a Deus que me perdoe, pois quebrei o juramento do amor eternizar. Vou pagar o meu castigo, mas, vivamos como amigos, até a vida terminar. 

Por: San Burundi (O Congolês)  

27/11/2007 GMT 1

Namoro em Paquetá

sanburundi @ 02:56



O perfume que teu corpo exala, inebria meus pensamentos, trazendo recordações, que no momento, são impróprias e imorais. 

Lembranças de belas noites, teus beijos tal qual açoites, marcaram meu corpo nu. Deitados agarradinhos no piso do pedalinho, no céu uma lua blue. 

A pedra da moreninha, servia como cortina para a obscenidade dos nossos atos.  O vento soprando ao norte abafava os gemidos, do teu prazer pervertido, os teus gritos alucinados.

 E eu entre o prazer e a loucura, me entregava a luxúria, daquela noite de amor, que misturava prazer e dor, no desconforto da embarcação. Que ancorada na areia, servia como esteira, para nossa relação.

 Noite esplendida, noite inesquecível, corpos nus a luz da lua, que prateava com seu clarão, a bucólica Paquetá, a pedra que nos ocultava, o vento nossos sons calava e como testemunha o mar. Mas, ele nunca vai contar.

Por San Burundi (O Gongolês)

Pesadelo

sanburundi @ 01:51



Sombras, imagens desfiguradas, sombra da escada, pés que marcam o chão. Quarto apagado, sombras do passado, como assombração. 

Lua que anuncia, noite de magia, luz na escuridão, sombras na janela, sino da capela, anunciação. Som das badaladas, plena madrugada, ronco do trovão. 

Nuvem vai ligeira, mar de maré cheia, chuva temporão. Teto com goteira, pinga na soleira, dentro escuridão. Casa assombrada, o ranger da escada, gato mia o cão. 

Uiva como lobo, vela já no toco, grito no porão. Mão esbranquiçada, longe apita o guarda, fecha seu plantão. Noite que se finda, sonho que termina, sol traz seu clarão. 

Por: San Burundi (O Congolês)

24/11/2007 GMT 1

Laços de amor

sanburundi @ 02:04



Preso a ti sempre estarei, por laços invisíveis que nunca verei, sigo retido, obsessão, sonhos vertidos, no coração. 

 Vejo estrelas, soltas no chão, lua sem brilho, nenhum clarão, e eu seguindo sem direção, esse destino, palma da mão.

 Mão que acena, ao se despedir, sigo apressado, quero fugir, quando me olhas quero ficar, fecho os olhos pra não chorar. 

Nas armadilhas do teu amor, sigo plantado como uma flor, doce perfume, a embriagar, o teu sorriso o teu olhar. 

Aprisionado dentro de ti, já não consigo mais resistir, as ataduras dessa paixão, faz prisioneiro meu coração.

Por: San Burundi 

22/11/2007 GMT 1

Tua Imagem: Doces Recordações

sanburundi @ 03:37



Tua imagem, quantos textos contém? Daria para compor um hino, Um poema, uma canção? Certamente que daria, eu até arriscaria, uma outra opinião. Contemplando tua imagem, eu faria uma viagem, nas asas da recordação.

Voltaria ao passado, aos carinhos aos afagos, feitos com sofreguidão. Os Discursos eloqüentes, teu perfume envolvente, beijos cheios de paixão. Dias de felicidade, que no peito ainda arde esse fogo esse tesão.

Os passeios de mãos dadas, bate papo na calçada, ir a praia no verão. Encontrar-te na esquina, pra pegar um cineminha, desfilar no calçadão. Recordar nossas viagens, conhecer outras cidades, do nosso belo rincão.

Nossos risos de alegria, nossas lágrimas tristes e frias, nas nossas separações. Nossas brigas acaloradas, teu chorar de madrugada, as reconciliações. Tudo acabava em festa, nas noitadas, nas serestas, embaladas por canções.

Isso tudo a imagem dita, frases para serem escritas, como prosa ou canção. Porém, pode dar um livro, se os detalhes omitidos na minha imaginação, forem todos revelados, os segredos que eu guardo dentro do meu coração.

Por: San Burundi

Fim de Relação

sanburundi @ 02:29

Eu quero agradecer sinceramente, magnifico presente, fim de nossa relação. Dessa forma tão descuidada, para ti não sou mais nada, vivo só na solidão.
Meu pecado foi amar-te intensamente, e você tão simplesmente, declinou minha paixão, ofertando essa mágoa, essa dor que nunca passa, ao meu pobre coração.
Saberá o criador, confortar a minha dor, re-florir o meu  jardim. Retirando o sofrimento, esses ais esses lamentos vão se afastar por fim.
E você na sua estrada, sejas bem-aventurada, já não penses mais em mim. Te desejo boa sorte, esse é o meu aporte, ex-amor volte a sorrir.
Todavia, se espinhos enfeitar o teu caminho, não duvides que aqui, nesse canto abandonado, você tem um ombro amigo, sempre pronto a lhe servir.
Por: San Burundi

21/11/2007 GMT 1

Amor imperfeito

sanburundi @ 00:59



palhaco.jpg

Amor imperfeito não tem direito de exigir perdão. Lenta  agonia, caldeira fria, terminaria numa canção.

Fim de jornada, não resta nada, desilusão. Essas arestas que tu te apressas  a reparar, sem muita festa, embromação.

Não leva a nada, tempo perdido, sonhos despidos, triste cantar. Vida sem eira, beira ou tribeira, morre sem mesmo desabrochar.

Sei que o que me resta são fragalhos de uma relação. Mesmo asim insisto em tentativas fracassadas, não dão em nada, decepção.

Amargurado vou vivendo desse jeito, conjugando esse amor imperfeito, essa falsa relação. que machuca e oprime o meu pobre coração.

Por: San Burundi

O Poetinha

11/11/2007 GMT 1

Dor de Amor, como dói!!!

sanburundi @ 00:41

 

Ai como dói, essa coisa que corrói as entranhas do meu ser. Esse grito esse tormento que aprisiona meu pensamento e me faz desfalecer.

Essa sombra essa agonia prima irmã da fantasia que embota meu viver. Tem no tempo e no espaço revelado meu fracasso me fazendo envelhecer.

Na velhice prematura minhas cãs que foram escuras já começam a embranquecer, revelando na verdade o avançar de uma idade, que não vai retroceder.

Ai que dor que se agiganta, que chorar não adianta, não irá esmaecer, em meu peito amargurado, sinto o peso do passado,Essa ronda do meu lado, dor que fere e faz sofrer.

Dor que aperta e comprime que as drogas não reprimem, dor difícil de curar. Que acrescenta mais idade, tal qual uma entidade, em meu corpo a cavalgar.

Dor que vive altaneira, agarrada como herdeira, dentro do meu coração. Esse amor que é antigo, nunca foi correspondido vai matar-me de paixão.

Dor de Amor, ai como dói!!!

Por: San Burundi 

09/11/2007 GMT 1

A Janela da Alma

sanburundi @ 23:54



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 Mundo cruel, vida leviana, tudo acontece nos fins de semana, casais se encontram e vão para a cama. 

Mundo cruel vida se agita, ruas desertas gente que grita, som de polícia, homem assalta moça bonita. 

Mundo cruel vida amarga, carros parados sobre a calçada, chuva molhada, ébrio cantando de madrugada. 

Mundo cruel vida perdida, velas fedidas, finda uma vida, gente que chora na despedida. 

Mundo cruel vida bandida, mulheres nuas na avenida, fim de partida, outra desordem dessas torcidas. 

Mundo cruel vida ferida, homem que briga esposas que choram, por serem traídas. 

Mundo cruel vida acabada, noite sem sono é madrugada, carro que quebra no fim da estrada. 

Mundo cruel vida isolada, desamparada, casa vazia noite estrelada,  estou sozinho sem minha amada.

Por San Burundi 

07/11/2007 GMT 1

Livros do autor San Burundi.

sanburundi @ 13:05

Leia os livros:

contato para pedidos -  sanburundi@hotmail.com

Morubijula Burundi: o Conde de Santa Antão

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Este livro conta a história dos ancestrais do autor, a partir das estórias contadas por tia Teresa, uma negra analfabeta, mas que possuia boa memória.

Seus relatos formam a base do livro, cuja temática é a saga de uma tribo de negros Congoleses, que foram aprisionados e vendidos para mercadores clandestinos. Entraram no Brasil, por Pernambuco e em pouco mais de dois anos fugiram e construiram um paraíso, onde viveram por anos. Vale a pena conferir, pois é uma bela estória, que também contém História.

Autor San Burundi

Maçonaria, Igreja e Estado: uma questão controvertida.

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Esta Livro busca revelar algumas das muitas motivações para a Chamada Qustão Religiosa no Brasil oitocentista. Ele além de mostrar as possíveis origens da Maçonaria, apresenta  alguns aspéctos do engajamento de maçons nos movimentos liberais do século XIX e culmina com a luta entre Dom Vital, o Bispo de Olinda, o Visconde do Rio Branco, Grão-Mestre da Maçonaria Brasileira e o Imperador Pedro II.

Vale a Pena conferir.

 Autor San Burundi

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O Encontro Final: Diário de uma suicída


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Ela tinha 8 anos quando se perdeu na mata e ao retornar ao lar, viu sua travessura se transformar em abandono, pois seu pai se desentendeu com a esposa e abandonou-as à própria sorte.

Aos 16 anos foi estuprada pelo padrasto, que em seqüência foi assassinado pela sua mãe.

Viveu de favores e foi violentada, pelo filho da patroa.

Abandonada, foi viver numa República, onde teve que se prostituir para sobreviver.

Encontrou o homem que a tiraria da prostituição. mas pouco tempo depois ele morre e ela além de perder seu único bem, um imóvel dado por seu amado, foi violentada pelo advogado que cuidou do caso.

Perdeu a mãe de forma violenta (assassinada com 17 facadas).

Casou e depois de 8 anos, perdeu o marido em uma acidente de trabalho.

Perdeu o neto antes mesmo de nascer.

Enlouqueceu e perdeu a filha por causa de sua aparente loucura.

Essa é a história de Edileusa, uma mulher marcada pela dor.

Muito bom confira.

Todos os textos aqui colocados são de autoria do Poeta e escritor San Burundi e fazem parte do livro: Histórias, Contos e Poesias para ser lembrado. Editado Pela Livrorápido

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