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História, contos e poesia
Blog criado no dia 17 de setembro de 2007, com a finalidade de divulgar textos histórico, bem como contos e poesias tanto do autor San Burundi como de outros autores.

13/12/2007 GMT 1

Meus amores

sanburundi @ 03:16



 Pra não dizer que não falei de flores, vou listar os meus amores, vou abrir meu coração.

Pra falar de minha vida, junto as minhas preferidas, livro das recordações. 

Tinha eu só oito anos, quando um anjo por engano, segurou na minha mão.

Fui por ela transportado, naveguei pelo espaço, de minha imaginação.  

Essa doce criatura ensinou-me com doçura, a sentir a sensação.

De estar apaixonado, de sonhar mesmo acordado, de sair fora do chão. 

Aos catorze, nova dama, acendeu-me outra chama, ensinou-me uma lição.

Sentimento de ciúme, que chegou com seu perfume, fez-se a transformação. 

Conheci o egoísmo, a luxuria o cinismo, também a provocação.

No pacote de prazeres, esqueci os afazeres, do rapaz em formação. 

Novo amor novas conquistas, fui ficando intimista mais experto mais audaz.

Sensações maravilhosas, verdadeiro mar de rosas, não esquecerei jamais. 

Mais cupido, que safado, acertou-me com seu dardo, surge então um novo amor.

Moça dama, bem prendada, que ficou apaixonada, seu olhar me cativou. 

A flechada foi certeira, pois por uma vida inteira, nosso amor alimentou.

 

Os amores do passado, na lembrança ainda os guardo, sonho lindo que findou.

 

Por San Burundi

Praia? Do Janga

sanburundi @ 00:08

Mar, morto, maresia, nessas tuas águas frias, eu estou por ironia, vendo a devastação.

Flutuando como bolhas, Pets, galhos, bolsas, folhas, restos soltos do lixão.

São pedaços da história, ou rescaldo da vitória, sobras desse festival.

Tuas águas antes límpidas, hoje muito poluídas, matam a vegetação.

Que enfeitam os arrecifes, que outrora foi abrigo da Garoupa e do Cação.

Os dejetos atirados pelo rio é transportado,  penetrando em ti veloz.

As cadeiras flutuantes, geladeiras e estantes, sofás cama e colchões.

 

 São produtos descartados, pelo povo abandonado, frutos da inundação.

 Que a chuva ocasiona, chuva que aumenta o drama, solo de aluvião.

Essa praia que é bela, hoje só restou seqüelas, culpa da população.

Navegar sei, é preciso, mas façamos um Aciso, pra salvar nosso marzão. 

 

Obs. Aciso = Ação Cívico Social.(Mutirão) 

 

Por San Burundi   

09/12/2007 GMT 1

Palhaço não

sanburundi @ 23:57


palhaco-choc.jpg

Artista de circo sim, mas não nasci para sê-lo. Sempre vivi com muito zelo e dedicação. Fiz as coisas ensinadas, na escola ou em casa, coisas do meu coração. 

Fim de comédia sim, pois a vida é uma peça onde o pobre interpreta o papel de dramalhão. Faz careta sobe escada, repetindo macaquices, animando o povão. 

Bobo da corte pode ser, pois na corte da elite, essa nossas esquisitices servem como animação. Nesses palcos espalhados na planície, nos cerrados, inclusive no sertão. 

Gaiato é demasiado, pois eu pego no pesado revirando o lixão. Sempre em busca da comida, que o rico desperdiça, e que eu transformo em pão.

 Pela – saco é sacanagem, pois a minha malandragem e viver de imitação, em minha vida imito a arte, canto e danço de verdade, ando em cima do cordão. 

Palhaço não! Pois respeito o dramalhão que labuta nesse ofício e faz do circo profissão. Alegrando a criançada degustando marmelada, com nariz de pimentão. 

Pobre sim, mas orgulhoso, porque mesmo andando roto, vivo com honestidade. Minhas mãos as tenho limpas, pois espero que Deus consinta encontrar felicidade 

Por: San Burundi 

08/12/2007 GMT 1

Fera Vinícius Douglas passa no vestibular da UFPE

sanburundi @ 03:36

vini-doug.jpg 

O Fera Vinícius Douglas, filho do poeta e escritor San Burundi, passou na 1ª fase do vestibular 2008 da UFPE, para a cadeira de Matemática. Agora é estudar para vencer as outras etapas com êxito.

Este, como o pai, é mais um negro que alcança seus objetivos, (sem COTA), apenas com a força do desejo de vencer.

Parabens meu guri e boa sorte na verdadeira pedreira que vem por ai.

San Burundi (O poetinha pretinho)

Festa de Rato

sanburundi @ 01:10


A casa do sol crescente tem na porta um dormente, que não pode meditar.

Vive sempre agitado segurando o telhado que ameaça desabar. 

Nessa casa pequenina onde mora uma menina, que se chama Dagmar.

Tem um gato amarelado que percorre o telhado, pelo rato a procurar. 

Rato Beto, um farsante, que circula na estante pelo queijo a procurar.

Mas na porta da cozinha, Dagmar doce menina, não permite a ele entrar. 

Ali fica o cão da casa, que esperto monta guarda para Beto não passar.

Mas o rato é esperto, ele entra pelo teto para o queijo carregar. 

Essa festa é corriqueira, pois no fim da brincadeira, todos vão comemorar.

Beto, o gato amarelo que atende por Marcelo, o cachorro e Dagmar. 

São apenas personagens, que atuam na verdade, numa peça popular.

Que circula nas cidades, alegrando a mocidade, que aplaude sem parar.

Por: San Burundi

07/12/2007 GMT 1

Os fios da Bru

sanburundi @ 03:16


Quem és tu, doce criatura que a noite me procuras pra meu sono acalentar? Saiba estou acostumado, quando estou muito cansado, ao ir pra cama me deitar. 

Não preciso de acalanto, pois deitado teu encanto chega assim sem avisar. Sempre em forma de texto escrito, numa frase que eu repito, sempre que vou descansar. 

Uma frase infinita que sempre que é escrita, tem o dom de acalmar, o meu sono agitado, meu respirar descompassado, e até o meu pensar. 

Ela fica ecoando com sussurros me lembrando, que é preciso ir buscar. Conhecendo o caminho, a percorrê-lo de mansinho vem teus fios me levar.

Por: San Burundi 

05/12/2007 GMT 1

Liberdade

sanburundi @ 01:36

Liberdade, mas quem é livre afinal? O homem? O animal? Todos têm seus freios labiais, seus limites temporais e grande parte, seus currais. 

Viver livre é impossível, são cadeias invisíveis que cerceiam o caminhar. Limitando a liberdade que por infelicidade não tem hora nem lugar. 

Faz-nos escravos da nobreza e da própria natureza, que nos cobra retidão, retidão em preservá-la, limitar em grande escala gases da poluição. 

Somos presos a sentimentos, regras leis e mandamentos, das nossas religiões. Sociedade consumista, belas artes e seus artistas, gente de opinião. 

Nas escolas mesas frias, nossas mentes esvaziam, tudo pela educação. Tristes nossos professores, não são mais que reprodutores, que inculca o povão. 

Povo manso e obediente segue mesmo descontente, entoando uma canção. A canção dos desvalidos, homem bicho oprimido, entre as grades da prisão. 

E a liberdade? 

Bem essa é apenas uma ilusão. A vida mesmo com toda magia, não passa de uma cela fria, nas grades de uma prisão. 

Por San Burundi

30/11/2007 GMT 1

Beber, uma arte milenar.

sanburundi @ 01:42

Beber pra esquecer, beber pra acalmar, beber pra não sofrer, beber para chorar.

Beber uma cachacinha, para mágoas afogar, quem sabe uma caipirinha pra gripe aliviar.

Bom mesmo é beber whisky, composto com guaraná, e ter como tira-gosto, Castanha do Paraná.

Bebida lá do Caribe, piratas a enfeitar na forma de cuba-libre, rum puro pra esquentar.

Beleza é tomar tequila, com sal pra aliviar, o porre dessa bebida, difícil é recuperar.

Champanhe é bebida fina, que poucos podem pagar, mas, tem a tal da surpresa, que é uma similar.

Conhaque com mel, remédio, que cura o que pintar, mas pega feito cachaça, se o bêbabo exagerar.

Saquê vem do Oriente, bebida de amargar, derruba até cavalo, sem hora pra acordar.

O vinho bebida antiga parece que é milenar, mas porre de vinho é bronca, melhor mesmo é vomitar.

Cerveja a mais fraquinha, os rins pode até curar, a branca ou a escurinha, gelada pra refrescar.

O chope é bom gelado, tulipa a espumar, juntando nossa turminha é bom para paquerar.

De todas é a rainha, bebida igual não há, a água do dia-a-dia é boa pra re-hidratar.

Saber beber é uma arte, difícil de dominar, quem bebe pra fazer M.. Melhor é beber um mar.

Por: San Burundi

29/11/2007 GMT 1

De casa em Casa

sanburundi @ 00:54



Casa de barro bem fabricada, presa no galho não tem escada, serve de cela à sua amada.

Casa de palha, improvisada, presa no lustre da minha sala, pássaros soltos dentro de casa.

Casa de lama toda molhada, perto da praia, são caranguejos subindo a escada.

Casa de areia sob a calçada, organizada, muitos soldados guardando a entrada.

Casa de cera dependurada, adocicada, flores do campo são visitadas.

Casa furada, muito alongada, amadeirada, portas e janelas danificadas.

Casa de toras, emparelhadas, bem arrumadas, água do rio é represada.

Casa de seda, bem enrolada, esbranquiçada, metamorfose bem complicada.

Casa de fios, teia armada, esparramada, pega as vítimas desavisadas.

Casa de panos, caixa arrumada, muito mimada, pêlos caídos sobre a almofada.

Casa de vidro, bomba ligada, pedras pintadas, plantas flutuam dentro da água.

Casa de pedras avarandada, parede armada, gente que grita descontrolada.

Casa escondida ou declarada, da bicharada, casas que cabem dentro de casa.

Por: San Burundi 

28/11/2007 GMT 1

Amar é sofrer

sanburundi @ 02:40



Amor, amante, amar, isso é tão interessante, não consigo controlar.

Sofrer, chorar, penar, isso é tão estressante, não consigo despistar.

Beber, comer, Fumar, isso é tão gratificante, não consigo maneirar.

Cantar, sorrir, gritar, isso é tão desopilante, não consigo limitar.

É assim que passo os dias, sem a sua companhia, sentimentos a deflagrar.

Amo assim descontrolado, relembrando o passado eu me ponho a chorar.

Como, e fumo um cigarro vou no bar e tomo um trago, para me tranqüilizar.

Faço uma cantoria, liberando a alegria, minha voz não quer calar.

Grito por teu nome amado, revivendo meu passado, eu me morro por te amar.  

Por: San Burundi (O Congolês) 

Todos os textos aqui colocados são de autoria do Poeta e escritor San Burundi e fazem parte do livro: Histórias, Contos e Poesias para ser lembrado. Editado Pela Livrorápido

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