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História, contos e poesia
Blog criado no dia 17 de setembro de 2007, com a finalidade de divulgar textos histórico, bem como contos e poesias tanto do autor San Burundi como de outros autores.

15/04/2008 GMT 1

Medo

sanburundi @ 17:13

 O medo é algo terrível, porém, sem duvida, é a principal causa da sobrevivência da espécie humana.     

 O primeiro temor dos humanos está ligado ao nascimento. O maior medo do bebê nasce de uma carência afetiva, pois ele já não ouve as batidas do coração de sua mãe, próximo ao seu corpo. O ritmo regular e tranqüilizante que, durante toda sua vida intra-uterina, serviu de compasso, para ritmar sua evolução.     

 Existem muitos tipos de medo. As fobias irracionais, que são angustias ante um objeto imaginário, o medo dos espaços abertos ou fechados, medo de altura, do contato físico com outras pessoas, das enfermidades, de avião, em fim são diversos os tipos de medo. Na realidade não há quem não tenha algum tipo de medo. Porém, eu, de todos os tipos de medo que existem no mundo o que mais eu temo é o medo de te perder. Nada é mais temível que acordar de manhã e não ter o teu corpo para me acalentar. A possibilidade de não ouvir teu suspiro quando eu toco tua nuca com minha língua fogosa me leva à loucura. Eu te amo e não posso viver sem você. Não sejas cruel, fica comigo e não te arrependerás. Vem com tua paixão afastar de mim esse medo de te perder. 

Por San Burundi  

14/03/2008 GMT 1

Recado ao meu Professor

sanburundi @ 02:17

 Caramba! Quem roubou meu queijo?E tirou o meu sossego, limitando a visão.

Dessa vã filosofia, que enaltece e inebria,O meu pobre coração. 

Texto fraco ruim de bola, nem comédia nem paródia,Nem retrata em verso e prosa, turva minha inspiração.

Filme muito propagado, de um texto bem falado,Que valor pra mim tem não. 

São lições bem embutidas, do leitor muito escondida,Tipo de adivinhação.

Filme morno e moralista, não combina com o anarquista,Que só busca diversão. 

Preferível ver Carlitos, praticando suicídio, nas engrenagens do pião.

Adorei tempos modernos, mas prefiro Grande Otelo de sorriso amarelo, Com seu jeito bonachão. 

Quem Roubou meu queijo?

Eta filminho chinfrim. 

San Burundi 

Medo

sanburundi @ 01:25

Medo, sentimento que permeia o cotidiano dos fortes e dos valentes. 

Elo mais forte da corrente, pai eterno da bravura e da razão. 

É ele quem sustenta a lida, dessa luta aguerrida dessa massa em formação.

Que por medo, se fortifica, bate, mata, barbariza, cria formas de prisão. 

Gradeando suas casas, fortemente vigiadas, cerceando a visão. 

De quem pela rua passa, vendo cercas energisadas, onde havia um portão. 

Que a visão não entorpecia, ao jardim que exibia flores lindas pelo chão. 

Esse medo na verdade é sintoma de coragem em quem vive nesse chão. 

Nesse mundo de injustiças, condomínios com guaritas, guardam o fraco e o valentão.  

Por: San Burundi 

12/02/2008 GMT 1

Verdade, mentira que nos faz viver

sanburundi @ 01:49


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Se você souber me responda, o que é a verdade?

Uma brincadeira? Uma troça? Ou quem sabe uma mentira oposta? 

A verdade tem pernas curtas ou vive numa saia justa?

É alegre é faceira ou vive como rendeira?

Tecendo labirintos parcos? Ou se esconde sob o sapato?

É um escrito atrás da porta ou sorriso de uma Inêz morta?

Mentiras do dia-a-dia ou uma denuncia vazia? Afinal, o que é a verdade? 

A arma do suicídio ou morto desassistido?

A lida de quem labuta ou o sorriso da prostituta?

Quem é essa ilustre senhora que por ela a justiça chora? O mentiroso se apavora e o cético a ignora. 

Puxa! Como é complicada essa filosofia, que a todos desafia com a sua geografia de desvendar a história. 

Por ela Sócrates perdeu a  vida, numa triste despedida para entrar na memória.  

Mas, eu torno a perguntar, o que é a verdade? 

Seria uma ilusão a toa, uma trova uma loa, flagrantes de uma memória? 

Sinceramente?  

A verdade é uma grande mentira que alimenta a nossa vida, e escreve nossa história. 

Por: San Burundi

30/01/2008 GMT 1

paixões proibidas

sanburundi @ 01:05

Quando a conheci, eu tinha apenas dezesseis anos, ela, eu não sei. Fomos apresentados por um carinha, que se dizia ser meu amigo, que momento antes havia me pago umas cervejinhas. Foi amor à primeira vista, me enlouquecia, nosso amor ascendeu a um ponto que eu já não conseguia viver sem ela, mas era amor proibido, meus pais não aceitavam e fui repreendido na escola. Assim, passamos a nos encontrar às escondidas. Até que não deu mais pra evitar.

 

Fiquei louco, pois eu a queria e não a tinha, eu não podia viver sem ela, não podia permitir que me afastassem dela, eu a amava desesperadamente, eu a queria, eu a desejava.

 

Bati o carro, quebrei tudo dentro de casa, quase matei minha família. Roubei meus avós, furtei coisas dos meus amigos e até pratiquei pequenos assaltos, tudo para dar-lhe boa vida e tela perto de mim, estava louco, não podia viver sem ela. Perdi meus amigos, a estima e a moral, passeia perambular pelas ruas. 

Hoje tenho dezenove anos, estou internado num hospital de uma cidade que nem sei onde fica abandonado por meus entes queridos e principalmente pelos amigos. Do amor doentio por ela só restou seqüelas. Uma maldita dependência e um Hiv adquirido por partilhar ela com outras pessoas.

 O nome da maldita? Cocaína

 Foi esse o grande amor da minha vida, vida que foi breve, pois sei que quando esse bilhete for lido já estarei morto.

Amigo! Afaste-se dessa vadia, pois ela é linda, tem muitos atrativos, transforma-te num super homem para depois te levar ao fundo do poço.

 Cuidado! A Cocaína é uma droga. 

Texto encontrado entre meus alfarrapes, datado de 1986,  cujo autor eu desconheço.

 San Burundi

Solidariedade

sanburundi @ 00:56



A solidariedade é um sentimento mais forte e mais profundo que o amor. Ela existe em todos os seres da natureza.

É comum uma árvore ceder seus frutos para servirem de alimento às aves e animais vegetarianos, além de doar suas folhas secas para servirem de adubo ao solo, ela também doa sua sombra aos vários transeuntes, contribuindo para refrigerar o clima.

O tubarão que é considerado o maior predador dos oceanos, é solidário às rêmolas, convivendo com elas em perfeita harmonia.

Com o homem não poderia ser diferente, ele ama a esposa, os filhos, os pais e até os amigos. Porém, não é capaz de amar a um estranho. um inimigo nem pensar. Entretanto, quando ocorre uma calamidade ele está ali, pronto a ajudar, seja salvando vidas desconhecidas, doando sangue, roupas, utencílios domésticos ou comida. O interessante é que quase sempre se trata de pessoas estranhas ao seu convívio.

Esse sentimento que brota de dentro para fora é o que chamamos de solidariedade. É um dom natural que leva o homem a se doar, sem esperar nada em troca, sem propaganda ou estardalhaço. É algo que se faz por amor ao outro. Assim, solidariedade é doar com amor, repetindo o que o mestre Jesus dizia "dar com a mão direita sem que a esquerda perceba". Fora disso, a solidariedade se transforma em esmola e esmola avilta o homem, transformado o esmoléu em um dependente do doador.

a Solidariedade é a expressão maior do Grande Amor Fraternal

24/01/2008 GMT 1

Poema do Topógrafo

sanburundi @ 03:37



Lomalinda, nessa tão feliz colina, que começa numa esquina, vai ao fundo da visão.

Que as vezes fica turva, nos desníveis que são curvas, que parecem obscuras, formas de ondulações.

Quem explica é a Geografia, que é mãe da topografia, ramo dessa teoria, que estuda nosso chão.

Toponímia dita regras, para aquele que agrega, acidentes, vales, bosques ou põe nome no vulcão.

Mapas, Cartas com escalas, suas linhas quase falam, ao atento que estuda, gama de informações.

Marginais ou complemento, é preciso estar atento, pois com tantos elementos, nos permite precisão.

Para se plotar um ponto, é preciso coordenadas, de outra forma o camarada, não termina a missão.

Por: San Burundi (O Congolês)

VAI ENTENDER ISSO!!!

21/01/2008 GMT 1

Poema da minha ilha

sanburundi @ 02:50



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 San Burundi No Forte Orange ( Itamaracá PE)

 

Não estar em Paquetá, é difícil de encarar, pois para mim não há lugar mais perfeito pra morar.

Mas, aqui é um bom lugar, onde gretchen tem um lar e vai se candidatar, para a ilha governar.

Ruas ainda por calçar, casas tal qual um alguidar, bambus e barro pra tapar, sapê  curtido pra telhar.

Praia mansa pra se banhar, água de coco pra hidratar, palmeira quase milenar, linda morena a paquerar.

Peixe fritinho pra petiscar, chope gelado pra refrescar, Ostra e Marisco pra incitar, ducha gelada pra acalmar.

Gente que corre pra mergulhar, dois repentistas de bar em bar, bêbado chato a incomodar, conta salgada pra variar.

Falo da ilha, não da de lá. Ilha que Lia vive a cantar, bem parecida com Paquetá, mais conhecida como Itamaracá. 

Por San Burundi (O congolês)

16/01/2008 GMT 1

Mais um Burundi logra êxito

sanburundi @ 02:38

vini-doug.jpg 

O fera Vinícius Douglas, filho do Poetinha pretinho San Burundi, é classificado para o curso de matemática da UFPE.

Este é mais um Negro (Burundi) que  burla a escrita e ocupa seu lugar na fila dos futuros formandos de uma Universidade pública, sem o auxílio luxuoso das "cotas".

Parabéns meu guri, que o Grande Pai Celestial te ilumine e guarde.

15/01/2008 GMT 1

19 de fevereiro de 1970

sanburundi @ 02:59



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 Fale a verdade eu era um belo negro não?  

Ah o tempo! Esse meliante rouba nossa juventude, deixando em seu lugar rugas, rusgas e grandes recordações.

Poema de minha infância

 Ai que saudade que eu tenho da aurora da minha vida, a minha infância perdida vivida lá em Meriti.

Nossa família sofrida, travando luta renhida, naquela triste agonia, a fome tentar carpir.

Éra-mos  nós dezesseis, mas oito não tiveram vez, nem reza de dona Inêz, lhes fizeram resistir.

De fome perderam a vida, doenças adquiridas, às vezes muitas feridas, difíceis de resistir.

Mas, eu lutei com bravura, sofri por minha pele escura, a fome matei nas ruas, assim eu sobrevivi,

De tudo restou saudade, que hoje meu peito invade, lembrando da mocidade vivida em Meriti.

Meu Deus! Como sofri! 

Fale a verdade eu era um belo negro não?  

 Por: San Burundi 

Todos os textos aqui colocados são de autoria do Poeta e escritor San Burundi e fazem parte do livro: Histórias, Contos e Poesias para ser lembrado. Editado Pela Livrorápido

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