Administra o teu Blog

Cria o teu Blog Já! Fácil e Grátis

História, contos e poesia
Blog criado no dia 17 de setembro de 2007, com a finalidade de divulgar textos histórico, bem como contos e poesias tanto do autor San Burundi como de outros autores.

09/10/2007 GMT 1

O dom da palavra

sanburundi @ 23:11

almir-guineto.jpgÓh Deus, palavras não se dá,
em resposta dei,
vi voltar atrás,
palavra de Rei,
palavras que dão pena,
lavo minhas mãos,
repetem a mesma cena,
palavras de omissão.

Eui sei, dizem palavras,
que não se escreve,
que vai ao vento,
numa brisa leve,
blasfemam com palavras,
na hora da aflição,
palavras se propagam,
em busca do perdão.

Independência ou morte,
palavras tão triunfantes,
compostas por vogais,
unindo consoantes.
Nos idiomas as palavras,
envolvem todo universo,
imortalizam o poeta,
nas frases do seu verso.

quem tem o dom da palavra,
é senhor da razão,
faz com palavras magia
e consagração,
nas rimas da poesia,
viajando na canção,
é nas palavras que encontra
explicação.

Por: Almir Guineto

Palavras

sanburundi @ 03:18

18_aagostini_ilustra507_peq.jpg

Palavras, chicote que adorna a língua, 

 mata, fere e fragiliza,

as profundezas do ser. 

São vogais e consoantes,

motivo das lutas constantes,

entre todos os mortais.

Usadas como alegoria,

dentro da geografia,

ou nas matérias normais.

Feitas de ouro ou de prata,

plastico ou mesmo de lata,

são sempre magistrais.

Para enfeitar os umbrais,

textos dos livros, jornais,

fazendo surgir imortais.

Por: San Burundi (O Congolês)

Meditar é preciso

sanburundi @ 02:37

navio-pirata.jpg

sonhar,sonhar, sonhar sem ver o sonho realizado. amar,amar, amar, e nunca ser corespondido. Falar, falar, falar, palavras sem sentido. Gritar, gritar, gritar, sem eco no ouvido. Chorar, chorar, chorar e nunca tirar partido. Caminhar, caminhar, caminhar, e se sentir perdido. Comer, comer, comer, e se sentir faminto. Banhar, banhar,banhar, e se sentir fedido. Essa é a rotina do plebeu, que mesmo cristão, vira ateu, já que não pode confiar. Vive promessas não cumpridas, em busca de esperanças perdidas, tentando a vida amenizar. Nessa dura realidade, Sorte no amor na verdade, são cem anos de azar.

Rezar, rezar, rezar, rezar. Rezar pra quê? Nada vai adiantar. Pedir ,pedir, pedir, pedir. Pedir pra quem? Quem irá me ajudar? Calar, calar, calar, calar, Calar por Quê? Querem me silênciar? Dormir, dormir, dormir, dormir. Dormir como? E se a fome não passar? Eu quero é me livrar, das agruras sem fim, dessa maré de azar.

Então, meditar, meditar, meditar. Meditar pra forças encontrar. Ouvir, ouvir, ouvir, ouvir. Ouvir os passaros cantar. Agradecer, agradecer, agradecer. Agradecer A Deus por lhe oportunizar, com sofrimentos lapidar, seu Eu interno divinal. Aprenderás que essa dor, maré de azar ou desamor, é plenamente natural.

Por: San Burundi (O Congolês)

08/10/2007 GMT 1

San Burundi em Viagem pelo México

sanburundi @ 12:49

Viajando a serviço pelas Américas, do Norte e Central, tive a oportunidade de conhecer uma das coisas mais surpreendentes do continente americano, os Sítios Arqueológicos das Civilizações Maias.

 nana-em-chenchen-nitza.jpg

                  A Grande Pirâmide de Chenchennitza

Estive  na Ilha de Cozumel e no Estado de Quintana Roo, onde se encontram as Ruinas de Chenchen Nitza, ambas no México e, nas Ruinas de Copan, em Honduras.

As imagens e as obras de engenharia dos Maias são intrigantes e ao mesmo tempo deslumbrantes.

Instituto Histórico de Olinda recebe San Burundi

sanburundi @ 12:12

San Burundi

               Novo Membro do Instituto Histórico de Olinda

 Quero agradecer o carinho com que fui recebido, como sócio do IHO, pelos membros e principalmente, pelo Professor, escritor e Imortal Dr. Luiz Maranhão. Prometo que tudo farei para continuar merecedor de tão grande honra.

dodo-natacao.jpg

07/10/2007 GMT 1

Amor e paixão

sanburundi @ 04:54

tajmahal.jpg

Quais os instrumentos do amor? O sorriso, a flor, o perfume, o sabor? O que transforma um simples olhar, num enorme desejo de amar? Uma carícia, uma  bravura, Declaração de uma loucura? Ou, quem sabe ir nas alturas e mil versos declamar?

Mas, é preciso lembrar que há mil maneiras de amar. Amar como o marinheiro, que compra amor com dinheiro ou como passarinheiro, que ama, mas põe no viveiro?

Quem ama encara a luta, mas não com a prostituta, pois vende amor no atacado, até pra homem casado. Amar é viver-mos juntinhos, até ficar bem velhinho, mas não com a mariposa, precisa ser sua esposa.

Pra ser amante é preciso, amar-se como Narciso, mas sem beijar o espelho, pois não tem vida ou cabelo. Amor mazoquista é surpresa, algemas no pé da mesa.

Amar como mãe é carinho, pois ama só seus filhinhos. Amar como irmão não tem graça, começa mas logo passa. Porque esse é proibido, irmão não pode ser marido.

Quem ama como donzela, papai e mamãe são a vela, que permanece acesa, na hora da sobremesa. Amar é ter o pé no chão, pro amor não virar paixão.

Paixão e amor não combina, um é rua o outro  a esquina, que ao se virar dá na porta, onde a Inês já é morta. Se o amor  se transforma em paixão, acaba com a relação.

 Por: San Burundi (O Congolês)

Beijo de serpente

sanburundi @ 03:44

mulher-serpente.jpg

      Chegou, entrou e me olhou,  com seu sorriso maroto quase a debochar de minha situação. Sentado em minha poltrona, eu observava cada movimento seu. Foi então que ela resolveu falar. Seus lábios se entreabiram deixando ver um conjunto de dentes alvos como a neve, que ao se movimentarem liberou uma linda vóz. Ao ouvir aquele verdadeiro canto de sereia, fui tomado pela emoção e comecei a tremer. ela percebendo minha inquetação me disse - não temas, não vou lhe fazer mal algum, só quero que você me escute. Tentando controlar o medo eu me inclinei um pouco à frente para melhor observar aquela criatura.

      Seus olhos tinham o brilho do mais puro ouro, seus lábios carnudos e sensuais eram vermelho carmim. Seu corpo escultural, tinha formas bem delineadas, mas de sua cabeça descia uma espécie de escama, que ornamentava todo seu dorso, chegando aos pés em forma de calda de cobra. A criatura medrava o mais valente dos homens e eu não era tão valente assim. Fique uma eternidade observando aquele ser, meio mulher meio cobra. Nesse momento ela abriu os braços e estendeu para mim. de seu peito sairam duas cabeças de serpente, uma de cada seio.  O pavor passou a me dominar, entrei em pânico e comecei a gritar - Socorro! Ela pegou-me pelo pescoço e enfiou sua lingua bi-partida em minha boca, sufocando meu grito. Eu lutei, lutei, fechei os olhos e implorei em pensamento para ela me deixar em paz. Mas, nada, ela continuava a me sufocar os gritos, com sua língua úmida e longa. Meu coração disparou, a urina se soltou e eu, tomado de pavor, me arremessei para trás. dessa feita logrei êxito, mas caí pesadamente. Ao bater com a cabeça no solo eu despertei. uma mulher entra correndo perguntando - o que foi? - Nada respondi eu, foi apenas um pesadelo. Mas o pior de tudo é que eu estava todo mijado.

Por: San Burundi (O Congolês)

Chuva Molhada

sanburundi @ 02:55

Chove, chove, chuva molhada, deixa minhadia-de-chuva.jpgdia-de-chuva.jpg janela encharcdia-de-chuva.jpgada, transforma o quintal num marzão.

Chove, chove, chuva atrazada, de março que é mês das águas, setembro chove mais não.

Chove, chove, chuvarada, tem sapo na minha sala, parece uma assombração.

Essa chuva passageira, trouxe flor pra larangeira, pra mangueira e pro limão.dia-de-chuva.jpg

Desce chuva desaguada, só não molhes minha amada, nem meu pobre coração.

Por San Burundi (O Congolês)

06/10/2007 GMT 1

Rio, cidade da contradição

sanburundi @ 01:30

rio_janeiro.jpg 

 

 

Rio é sol, é mar, é praia, é céu, enfim, Rio é tudo pra mim, meu banjo, meu tamborim, meu reco-reco agogô.

Rio é Cidade de Deus, Babilônia, Morro do Adeus, Realengo, Leblon, Vila Vintém.

Rio de tanta beleza, carnaval, de brilho e riqueza, mulata e samba canção.

Zona Sul e Zona Norte, no jogo tentar a sorte, ver o bonde, andar de trem.

Terra linda sem garoa, tem mulata que é patroa, branco azedo que é ninguém.

De homens trabalhadores, e pretos que são atores, na maior televisão.

Tiros, tem bala perdida, muita gente perde a vida na mão desse vacilão.

Que dispara, que invade, sujando nossa cidade, transformada em lixão.

Tudo isso, por ironia, é nossa geografia, só a sociologia, pode um dia explicar.

Explicar que na verdade Rio é felicidade, venha um dia comprovar. 

Por: San Burundi (O Congolês) 

Matemática do amor

sanburundi @ 00:48

familia.jpg

 

 

 

Um e um são três, findando o nono mês, de uma longa gestação.

Mas, se bobear é quatro, exigindo mais espaço, para outro acomodar.

Essa minha teoria, matemática geografia, dessa nossa relação.

Faz a multiplicidade, resultante, na verdade, de um lindo acasalar.

Por San Burundi (O Congolês)

Todos os textos aqui colocados são de autoria do Poeta e escritor San Burundi e fazem parte do livro: Histórias, Contos e Poesias para ser lembrado. Editado Pela Livrorápido

Arquivo | Cria o teu Blog Já! Fácil e Grátis