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História, contos e poesia
Blog criado no dia 17 de setembro de 2007, com a finalidade de divulgar textos histórico, bem como contos e poesias tanto do autor San Burundi como de outros autores.

27/10/2007 GMT 1

Coco do Coco

sanburundi @ 02:35

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Ao meu amigo Almir Poeta

 Coco de Maria Farinha 

Maria você é minha, 

Maria nã é  João

Comer uma agulhinha

com cachacinha e limão 

Na beira das tuas águas

Bater na palma da mão

Tambores tocam toadas

Nas rimas dessa canção.

Farinha de Mandioca,

Maria que fura o chão

Farinha de ostra é fina

É cálcio pra refeição

Na praia onde o mar termina

Pandeiro e violão

O canto das moças lindas

Alegra meu coração. 

 Coco do coco 

O sobe coco, tira toco desce o oco

Dessa casa de reboco pra alegrar meu coração

O desce escada bota o ca dessa calçada 

pra fazer uma cocada põe açúcar e limão. 

O sobe o êta põe chupeta desce o pêta

pra fazer cocada preta põe no fogo um tempão

tem rapadura que no fogo se mistura

preto da cabeça dura que parece assombração 

25/10/2007 GMT 1

Sinto tua falta

sanburundi @ 02:45

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Sinto tua falta, como a praia sente a falta do mar.

Sinto tua falta, como o trem sente a falta da estação.

Sinto tua falta, como as estrelas sentem a falta da noite.

Tu não imaginas o quanto eu sinto tua falta, a noite não passa, a dor não acaba, a chuva não molha, o calor não afaga.

Sinto tua falta, sim como sinto. Não sei viver sem tua presença. O desespero me consome, de tão triste já não tenho fome, a amargura domina todo meu ser. O ar me falta a dúvida me assalta e eu aqui só, só e desesperado. Por isso sinto tua falta.

Sinto falta de teus beijos, carinhos, afagos e até das suas reprimendas. Meu caminhar é lento, meu olhar, perdido no horizonte não me permite ver mais que você. Sim você está aqui, sinto seu coração bater dentro do meu peito.Quero gritar gritar, gritar até me faltar a voz, talvez você possa me ouvir e atender meu pedido. Volta, vem viver nosso sonho de amor, fica ao meu lado! Não consigo dormir sem ter teu corpo colado ao meu. Nem mesmo o Deus Morfeu consegue me arrebatar. Porque você se foi? O que fiz para merecer esse suplício?

Sinto tua falta, já não tenho forças para lutar.

Sinto tua falta, não há lágrimas para chorar.

Sinto tua falta, eu só quero é poder te amar.

Sinto tua falta, vivamos juntos até a morte nos separar.

Sinto tua falta, sinto tua falta, sinto tua falta, sinto tua falta, sinto tua falta, sinto tua falta.

 

 

 

Por: San Burundi

Anjo Mau

sanburundi @ 02:11


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Dentro de ti mora um anjo, que de ser bom nem se lembra, não aceita reprimenda, bons conselhos ou coisa assim. Vive sempre atarefado, trabalhando descuidado, sem espaço para mim. 

Esse anjo safadinho, nos levava ao escurinho, onde nós agarradinhos, costumávamos ficar. Hoje ele nem se lembra, e nem tem mais paciência, não permite nos beijar. 

Anjo mau, sujeito amargo, sempre fica do seu lado, para influenciar. Decisões tomadas às pressas, nossa vida às avessas, só vontade de brigar. 

Quero em fim ver se consigo, encontrar um ombro amigo para ver se eu consigo, desse anjo me livrar. Ter um anjo mais amável, carinhoso e responsável, para me aconselhar. 

Certamente vai ser lindo, encontrar você sorrindo, longe desse mau menino, anjo mau não quero mais. Novo anjo nova vida, mais encontros as escondidas, nosso amor terá mais paz.

Por: San Burundi ( O Congolês)

24/10/2007 GMT 1

Versos obscenos

sanburundi @ 04:42



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 Na obscenidade dos meus versos, vou mandando meu protesto, lanço minha opinião. Obsceno na verdade é a dura realidade, dessa dilapidação. 

Os senhores bem vestidos, que passam despercebidos, saqueando a nação. Nação rica e soberana, mas a sede dos sacanas é roubar sem compaixão. 

Nossa bunda não esta exposta, na janela ou na porta para alguém passar a mão. Desviar é sacanagem, toda essa ladroagem, com a grana do povão.

Pobre rouba é detido, leva tapa no ouvido, telefone, cachação. Rico não rouba é desvio é quase sempre absolvido, pouco dorme na prisão. 

Invertidos os valores, os honestos são atores de um grande dramalhão. Nessa obscenidade, gente honesta na verdade, é sujeito em extinção. 

Onde vai parar essa Nação?

 

Por: San Burundi    

Como é linda a natureza

sanburundi @ 03:49


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Caramba! Como é linda a natureza.

 

Cada dia uma surpresa, sol nascendo entre as palmeiras, ouvir cantar o Curió.Bando de andorinhas cruzando o céu, que de azul se tornou anil, Papagaios e Jandaias aos gritos fazem um escarcéu.

O vento que sopra do mar, com seu canto a anunciar, a virada da estação. A primavera vira verão, que é a mais linda ocasião, para a vida observar. Borboletas a planar leve e solta pelo ar em uma breve aparição. Pé de manga temporão, laranjeira e limão, flamboyant que espalham pelo chão, suas flores rubras e amarelas, rosas enfeitam as janelas, e no ar cheiro de pão, pão assado bem fresquinho, perfumado cafezinho, a sombra do caramanchão. Tendo ela ao meu lado fico muito emocionado, e me morro de paixão. Natureza exuberante contemplar-te é emocionante, seja inverno ou verão.

 

Caramba! Como é linda!

Por: San Burundi

Liberdade Vigiada

sanburundi @ 03:15



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Andar, sem me importar com nada, tendo os olhos da minha amada sempre em minha direção.

Ter os passos perseguidos, viver sem  nenhum sentido, essa é a minha condição.

Liberdade vigiada, dormir sem sonhar com nada, viver sem opinião.

Não sou dono de mais nada, desejar não dá em nada, nessa nossa relação.

Esse amor não é prefeito, pois não tenho nem direito, de ao dormir devanear.

Quero paz pra minha vida, essa minha triste lida, vou tentar modificar.

Buscarei novos amores, procurar por entre as flores, minha rosa vou achar.

A rainha da beleza, mais bonita que Teresa, mais formosa que Guiomar.

Mulher cheia de encantos, que irá secar meu pranto, de quem vou me enamorar.

Por: San Burundi

22/10/2007 GMT 1

Loa à Maria Farinha

sanburundi @ 04:19



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Formosa e radiante, com um sol gratificante seus sombreiros fascinantes e de mar exuberante.

Eis que surge altaneira, exibindo suas palmeiras, Marias Farinha ágeis, correndo por sua beira.

Praia de mil amores, de gente multicor, aromas e mil sabores, do camarão ao sururu.

Sentado em tuas areias, olhando catraias cheias, os barcos que em ti vagueiam, navegando de norte a sul.

Maria Farinha é bela, repleta de barcos a vela, mulheres que se bronzeiam, com seus corpos seminus.

Aviso aos navegantes, ou até quem vem por terra, nossa praia é a mais bela de todo litoral sul.

Águas claras mar tranqüilo,  sem correntes traiçoeiras, só as sombras das palmeiras, sob um lindo céu azul.

Quem visita nunca esquece esse naco do nordeste, não tem só cabra de peste, tem beleza que entontece.

Tem muita hospitalidade, e uma boa comidinha, nossa Maria Farinha, é um mar de felicidade.

Por: San Burundi 

20/10/2007 GMT 1

Rei sem Magestade

sanburundi @ 00:40

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 Pedi, pedi dar-se-vos-á o não. Chorai, chorai, negar-se-á seu pão. Clamai, clamai, não ganharás perdão. Esperai, esperai pacientemente na estação. Olhai, olhai inutilmente para o céu, pois debaixo desse véu só desce chuva e trovão. 

Assim sabereis, que quem um dia foi rei, desrespeitando as leis, da moral e da razão, quando perde a majestade tem por infelicidade, que sofrer humilhação. Pede implora não recebe e não tem aquele que intercede no universo a seu favor.

Vive em busca de favores, pisando espinhos sofrendo dores, mendigando compaixão. Certo é nascer de novo, ser humilde o tempo todo, para receber perdão.

Por: San Burundi

Menininha

sanburundi @ 00:04

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Você que era tão pequenina, tinha sonhos e desejos, vou revelar-te um segredo que guardo no meu coração.

Eu vivia ao teu lado, sempre fui teu namorado, teu amor tua paixão. 

Numa vida já passada, tu vivias enamorada, por aquele que aguardava viver outra encarnação.

Pra encontrar-te novamente, e quem sabe de repente, conquistar teu coração. 

Na verdade eu já sabia que renasceria um dia, e por pura ironia, na mesma jurisdição. 

Aguardei-te com paciência, pois na tua inocência, demoras-te um tempão. 

Encontrei-te já adulta, tive que travar a luta, que não fora muito justa, disputei a tua mão.

O duelo foi vencido, glorioso e braços erguidos, e o prêmio recebido foi ganhar teu coração. 

Hoje lembro com saudade, os dias de felicidade, pelas ruas da cidade, os amassos no portão.

Tempo bom que logo passa, mas o sonho nunca acaba outra vida nos aguarda, pra viver outra paixão. 

Me aguarde!

 

Por: San Burundi

19/10/2007 GMT 1

Cidade do Paulista

sanburundi @ 03:03



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 Mar verde, praias ensolaradas, e a vida na calçada, segue  seu turbilhão. 

Gente que ali desfila, exibindo curvas distintas, criança que também brinca, girando o seu pião.  

Guarda-sóis vão se abrindo, e as cores vão colorindo, pescadores vão surgindo, remando a embarcação. 

É Janga Pau Amarelo, e o forte que está mais belo acervo sem paralelo, ganhou nova caiação. 

Senhora do Ó igreja, encanta toda beleza, exibe a natureza, uma bela vegetação. 

Cachaça e peixe frito, amendoim no palito, Caldinho do Lira é mito, sabor igual não tem não. 

É bom uma paradinha, lá em Maria Farinha, comer uma agulhinha, curtir uma azaração. 

Paulista, Maranguape é Nobre, engenho o morro sobe, Mirueira é pra quem pode, dispor de uma condução. 

Ali onde nunca estive, caminhos de Paratibe, Artur Lundregen ainda exibe, família de Alemão. 

Paulista dos meus amores, cidade das muitas cores, mil cheiros e seus sabores, guardados no coração.

Por: San Burundi (O Congolês)   

Todos os textos aqui colocados são de autoria do Poeta e escritor San Burundi e fazem parte do livro: Histórias, Contos e Poesias para ser lembrado. Editado Pela Livrorápido

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