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História, contos e poesia
Blog criado no dia 17 de setembro de 2007, com a finalidade de divulgar textos histórico, bem como contos e poesias tanto do autor San Burundi como de outros autores.

Arquivo: Novembro 2007

30/11/2007 GMT 1

Beber, uma arte milenar.

sanburundi @ 01:42

Beber pra esquecer, beber pra acalmar, beber pra não sofrer, beber para chorar.

Beber uma cachacinha, para mágoas afogar, quem sabe uma caipirinha pra gripe aliviar.

Bom mesmo é beber whisky, composto com guaraná, e ter como tira-gosto, Castanha do Paraná.

Bebida lá do Caribe, piratas a enfeitar na forma de cuba-libre, rum puro pra esquentar.

Beleza é tomar tequila, com sal pra aliviar, o porre dessa bebida, difícil é recuperar.

Champanhe é bebida fina, que poucos podem pagar, mas, tem a tal da surpresa, que é uma similar.

Conhaque com mel, remédio, que cura o que pintar, mas pega feito cachaça, se o bêbabo exagerar.

Saquê vem do Oriente, bebida de amargar, derruba até cavalo, sem hora pra acordar.

O vinho bebida antiga parece que é milenar, mas porre de vinho é bronca, melhor mesmo é vomitar.

Cerveja a mais fraquinha, os rins pode até curar, a branca ou a escurinha, gelada pra refrescar.

O chope é bom gelado, tulipa a espumar, juntando nossa turminha é bom para paquerar.

De todas é a rainha, bebida igual não há, a água do dia-a-dia é boa pra re-hidratar.

Saber beber é uma arte, difícil de dominar, quem bebe pra fazer M.. Melhor é beber um mar.

Por: San Burundi

29/11/2007 GMT 1

De casa em Casa

sanburundi @ 00:54



Casa de barro bem fabricada, presa no galho não tem escada, serve de cela à sua amada.

Casa de palha, improvisada, presa no lustre da minha sala, pássaros soltos dentro de casa.

Casa de lama toda molhada, perto da praia, são caranguejos subindo a escada.

Casa de areia sob a calçada, organizada, muitos soldados guardando a entrada.

Casa de cera dependurada, adocicada, flores do campo são visitadas.

Casa furada, muito alongada, amadeirada, portas e janelas danificadas.

Casa de toras, emparelhadas, bem arrumadas, água do rio é represada.

Casa de seda, bem enrolada, esbranquiçada, metamorfose bem complicada.

Casa de fios, teia armada, esparramada, pega as vítimas desavisadas.

Casa de panos, caixa arrumada, muito mimada, pêlos caídos sobre a almofada.

Casa de vidro, bomba ligada, pedras pintadas, plantas flutuam dentro da água.

Casa de pedras avarandada, parede armada, gente que grita descontrolada.

Casa escondida ou declarada, da bicharada, casas que cabem dentro de casa.

Por: San Burundi 

28/11/2007 GMT 1

Amar é sofrer

sanburundi @ 02:40



Amor, amante, amar, isso é tão interessante, não consigo controlar.

Sofrer, chorar, penar, isso é tão estressante, não consigo despistar.

Beber, comer, Fumar, isso é tão gratificante, não consigo maneirar.

Cantar, sorrir, gritar, isso é tão desopilante, não consigo limitar.

É assim que passo os dias, sem a sua companhia, sentimentos a deflagrar.

Amo assim descontrolado, relembrando o passado eu me ponho a chorar.

Como, e fumo um cigarro vou no bar e tomo um trago, para me tranqüilizar.

Faço uma cantoria, liberando a alegria, minha voz não quer calar.

Grito por teu nome amado, revivendo meu passado, eu me morro por te amar.  

Por: San Burundi (O Congolês) 

Fidelidade

sanburundi @ 02:03



Nossa chama já não arde só restou fidelidade, de viver em comunhão. Fidelidade à promessa feita na capela da Igreja, diante de uma multidão. 

Essa promessa esse castigo, meu sofrer eu já nem ligo, tento tudo suplantar, dor que rasga as entranhas e você com sua manha, vem com risos me agradar. 

Tua falsa alegria veste tantas fantasias chega a descaracterizar. Teus rompantes de desejos encobertos com segredos que tu tentas revelar. 

Mas, meu corpo não deseja, teus carinhos não aceita, chego a te repudiar. Minha voz fica embargada, da emoção não sobrou nada, já não posso te amar. 

Peço a Deus que me perdoe, pois quebrei o juramento do amor eternizar. Vou pagar o meu castigo, mas, vivamos como amigos, até a vida terminar. 

Por: San Burundi (O Congolês)  

27/11/2007 GMT 1

Namoro em Paquetá

sanburundi @ 02:56



O perfume que teu corpo exala, inebria meus pensamentos, trazendo recordações, que no momento, são impróprias e imorais. 

Lembranças de belas noites, teus beijos tal qual açoites, marcaram meu corpo nu. Deitados agarradinhos no piso do pedalinho, no céu uma lua blue. 

A pedra da moreninha, servia como cortina para a obscenidade dos nossos atos.  O vento soprando ao norte abafava os gemidos, do teu prazer pervertido, os teus gritos alucinados.

 E eu entre o prazer e a loucura, me entregava a luxúria, daquela noite de amor, que misturava prazer e dor, no desconforto da embarcação. Que ancorada na areia, servia como esteira, para nossa relação.

 Noite esplendida, noite inesquecível, corpos nus a luz da lua, que prateava com seu clarão, a bucólica Paquetá, a pedra que nos ocultava, o vento nossos sons calava e como testemunha o mar. Mas, ele nunca vai contar.

Por San Burundi (O Gongolês)

Pesadelo

sanburundi @ 01:51



Sombras, imagens desfiguradas, sombra da escada, pés que marcam o chão. Quarto apagado, sombras do passado, como assombração. 

Lua que anuncia, noite de magia, luz na escuridão, sombras na janela, sino da capela, anunciação. Som das badaladas, plena madrugada, ronco do trovão. 

Nuvem vai ligeira, mar de maré cheia, chuva temporão. Teto com goteira, pinga na soleira, dentro escuridão. Casa assombrada, o ranger da escada, gato mia o cão. 

Uiva como lobo, vela já no toco, grito no porão. Mão esbranquiçada, longe apita o guarda, fecha seu plantão. Noite que se finda, sonho que termina, sol traz seu clarão. 

Por: San Burundi (O Congolês)

24/11/2007 GMT 1

Laços de amor

sanburundi @ 02:04



Preso a ti sempre estarei, por laços invisíveis que nunca verei, sigo retido, obsessão, sonhos vertidos, no coração. 

 Vejo estrelas, soltas no chão, lua sem brilho, nenhum clarão, e eu seguindo sem direção, esse destino, palma da mão.

 Mão que acena, ao se despedir, sigo apressado, quero fugir, quando me olhas quero ficar, fecho os olhos pra não chorar. 

Nas armadilhas do teu amor, sigo plantado como uma flor, doce perfume, a embriagar, o teu sorriso o teu olhar. 

Aprisionado dentro de ti, já não consigo mais resistir, as ataduras dessa paixão, faz prisioneiro meu coração.

Por: San Burundi 

22/11/2007 GMT 1

Tua Imagem: Doces Recordações

sanburundi @ 03:37



Tua imagem, quantos textos contém? Daria para compor um hino, Um poema, uma canção? Certamente que daria, eu até arriscaria, uma outra opinião. Contemplando tua imagem, eu faria uma viagem, nas asas da recordação.

Voltaria ao passado, aos carinhos aos afagos, feitos com sofreguidão. Os Discursos eloqüentes, teu perfume envolvente, beijos cheios de paixão. Dias de felicidade, que no peito ainda arde esse fogo esse tesão.

Os passeios de mãos dadas, bate papo na calçada, ir a praia no verão. Encontrar-te na esquina, pra pegar um cineminha, desfilar no calçadão. Recordar nossas viagens, conhecer outras cidades, do nosso belo rincão.

Nossos risos de alegria, nossas lágrimas tristes e frias, nas nossas separações. Nossas brigas acaloradas, teu chorar de madrugada, as reconciliações. Tudo acabava em festa, nas noitadas, nas serestas, embaladas por canções.

Isso tudo a imagem dita, frases para serem escritas, como prosa ou canção. Porém, pode dar um livro, se os detalhes omitidos na minha imaginação, forem todos revelados, os segredos que eu guardo dentro do meu coração.

Por: San Burundi

Fim de Relação

sanburundi @ 02:29

Eu quero agradecer sinceramente, magnifico presente, fim de nossa relação. Dessa forma tão descuidada, para ti não sou mais nada, vivo só na solidão.
Meu pecado foi amar-te intensamente, e você tão simplesmente, declinou minha paixão, ofertando essa mágoa, essa dor que nunca passa, ao meu pobre coração.
Saberá o criador, confortar a minha dor, re-florir o meu  jardim. Retirando o sofrimento, esses ais esses lamentos vão se afastar por fim.
E você na sua estrada, sejas bem-aventurada, já não penses mais em mim. Te desejo boa sorte, esse é o meu aporte, ex-amor volte a sorrir.
Todavia, se espinhos enfeitar o teu caminho, não duvides que aqui, nesse canto abandonado, você tem um ombro amigo, sempre pronto a lhe servir.
Por: San Burundi

21/11/2007 GMT 1

Amor imperfeito

sanburundi @ 00:59



palhaco.jpg

Amor imperfeito não tem direito de exigir perdão. Lenta  agonia, caldeira fria, terminaria numa canção.

Fim de jornada, não resta nada, desilusão. Essas arestas que tu te apressas  a reparar, sem muita festa, embromação.

Não leva a nada, tempo perdido, sonhos despidos, triste cantar. Vida sem eira, beira ou tribeira, morre sem mesmo desabrochar.

Sei que o que me resta são fragalhos de uma relação. Mesmo asim insisto em tentativas fracassadas, não dão em nada, decepção.

Amargurado vou vivendo desse jeito, conjugando esse amor imperfeito, essa falsa relação. que machuca e oprime o meu pobre coração.

Por: San Burundi

O Poetinha

11/11/2007 GMT 1

Dor de Amor, como dói!!!

sanburundi @ 00:41

 

Ai como dói, essa coisa que corrói as entranhas do meu ser. Esse grito esse tormento que aprisiona meu pensamento e me faz desfalecer.

Essa sombra essa agonia prima irmã da fantasia que embota meu viver. Tem no tempo e no espaço revelado meu fracasso me fazendo envelhecer.

Na velhice prematura minhas cãs que foram escuras já começam a embranquecer, revelando na verdade o avançar de uma idade, que não vai retroceder.

Ai que dor que se agiganta, que chorar não adianta, não irá esmaecer, em meu peito amargurado, sinto o peso do passado,Essa ronda do meu lado, dor que fere e faz sofrer.

Dor que aperta e comprime que as drogas não reprimem, dor difícil de curar. Que acrescenta mais idade, tal qual uma entidade, em meu corpo a cavalgar.

Dor que vive altaneira, agarrada como herdeira, dentro do meu coração. Esse amor que é antigo, nunca foi correspondido vai matar-me de paixão.

Dor de Amor, ai como dói!!!

Por: San Burundi 

09/11/2007 GMT 1

A Janela da Alma

sanburundi @ 23:54



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 Mundo cruel, vida leviana, tudo acontece nos fins de semana, casais se encontram e vão para a cama. 

Mundo cruel vida se agita, ruas desertas gente que grita, som de polícia, homem assalta moça bonita. 

Mundo cruel vida amarga, carros parados sobre a calçada, chuva molhada, ébrio cantando de madrugada. 

Mundo cruel vida perdida, velas fedidas, finda uma vida, gente que chora na despedida. 

Mundo cruel vida bandida, mulheres nuas na avenida, fim de partida, outra desordem dessas torcidas. 

Mundo cruel vida ferida, homem que briga esposas que choram, por serem traídas. 

Mundo cruel vida acabada, noite sem sono é madrugada, carro que quebra no fim da estrada. 

Mundo cruel vida isolada, desamparada, casa vazia noite estrelada,  estou sozinho sem minha amada.

Por San Burundi 

07/11/2007 GMT 1

Livros do autor San Burundi.

sanburundi @ 13:05

Leia os livros:

contato para pedidos -  sanburundi@hotmail.com

Morubijula Burundi: o Conde de Santa Antão

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Este livro conta a história dos ancestrais do autor, a partir das estórias contadas por tia Teresa, uma negra analfabeta, mas que possuia boa memória.

Seus relatos formam a base do livro, cuja temática é a saga de uma tribo de negros Congoleses, que foram aprisionados e vendidos para mercadores clandestinos. Entraram no Brasil, por Pernambuco e em pouco mais de dois anos fugiram e construiram um paraíso, onde viveram por anos. Vale a pena conferir, pois é uma bela estória, que também contém História.

Autor San Burundi

Maçonaria, Igreja e Estado: uma questão controvertida.

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Esta Livro busca revelar algumas das muitas motivações para a Chamada Qustão Religiosa no Brasil oitocentista. Ele além de mostrar as possíveis origens da Maçonaria, apresenta  alguns aspéctos do engajamento de maçons nos movimentos liberais do século XIX e culmina com a luta entre Dom Vital, o Bispo de Olinda, o Visconde do Rio Branco, Grão-Mestre da Maçonaria Brasileira e o Imperador Pedro II.

Vale a Pena conferir.

 Autor San Burundi

Leia Também

O Encontro Final: Diário de uma suicída


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Ela tinha 8 anos quando se perdeu na mata e ao retornar ao lar, viu sua travessura se transformar em abandono, pois seu pai se desentendeu com a esposa e abandonou-as à própria sorte.

Aos 16 anos foi estuprada pelo padrasto, que em seqüência foi assassinado pela sua mãe.

Viveu de favores e foi violentada, pelo filho da patroa.

Abandonada, foi viver numa República, onde teve que se prostituir para sobreviver.

Encontrou o homem que a tiraria da prostituição. mas pouco tempo depois ele morre e ela além de perder seu único bem, um imóvel dado por seu amado, foi violentada pelo advogado que cuidou do caso.

Perdeu a mãe de forma violenta (assassinada com 17 facadas).

Casou e depois de 8 anos, perdeu o marido em uma acidente de trabalho.

Perdeu o neto antes mesmo de nascer.

Enlouqueceu e perdeu a filha por causa de sua aparente loucura.

Essa é a história de Edileusa, uma mulher marcada pela dor.

Muito bom confira.

Lembrete

sanburundi @ 01:17

Amigo (a)  se você acessou meu blog e gostou ou não faça seus comentários. eles são muito importantes para mim, pois permitem-me um melhor aperfeiçoamento do meu trabalho. Faça críticas apontando as falhas de forma pedagógica. Desde já, muito obrigado,

San Burundi O (Congolês)

O Poetinha Pretinho

Hehehehehehehe

A Iniciação.

sanburundi @ 01:12



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 Iniciação, palavra que exprime início, princípio, começo, ou seja, marco inicial de algo novo.Na nossa vida terreal passamos por diversas iniciações. A primeira se dá quando da fertilização do óvulo dentro do útero materno. Nesse momento tem início à vida intra-uterina. Que na maioria dos casos duram nove meses. Durante esse período, o feto passa por diversas provas, às quais ele enfrenta usando apenas seu instinto de preservação. Seus sentidos são resumidos, pois só a audição lhe é permitida. Nesse contexto esse sentido é o mais apurado possível, visto que ao nascer ele sabe diferenciar as batidas do coração da mãe, das batidas de outras pessoas. Ao nascer ele morre para a vida intra-uterina, efetuando a segunda iniciação.Essa iniciação começa no nascimento e vai até o fim da infância. Nesse período a criança vai desenvolver todos os seus sentidos, é o chamado período da maturação. Esse é o mais importante, pois o que ela aprende durante a maturação vai se reproduzir por toda a sua vida, são lições que jamais se apagarão da memória desse ser. Daí a importância dessa segunda iniciação.A terceira iniciação se dá a partir da puberdade. É o que chamamos de processo de acomodação. É nesse período que se inicia a organização do aprendizado infantil. Período também chamado de adolescência. Nele ocorrem os primeiros distúrbios sociais, pois na infância quase tudo é permitido, não existindo o conceito de comedimento. Na fase adolescente temos que mostrar os limites sociais, gerando assim os grandes conflitos nas mentes dos iniciados.A quarta iniciação se apresenta logo após esses conflitos da iniciação anterior, a qual acaba por deixar seqüelas no iniciado. A idade adulta é a que permite ao iniciado colocar em prática todo o aprendizado das três anteriores. Normalmente é recheada de encontros e desencontros, erros e acertos, decisões e indecisões, em fim é a fase experimental do ser humano.A quinta iniciação se dá quando da passagem da idade adulta para a meia idade. Alguns teóricos costumam dizer que essa é a idade ideal para o casamento, pois o jovem já fez todos os experimentos possíveis e impossíveis. Dessa forma já possui o discernimento para tomar decisões acertadas. É a chamada melhor idade, onde “quase sempre” a razão vence a emoção.A sexta iniciação se dá quando o iniciado atinge a idade madura. Nesse período ele já tem pleno controle de suas emoções (em tese). É também a idade intermediária, (entre a  a terceira idade e a idade adulta) nesse período da vida humana o ser está em pleno gozo de suas faculdades mentais. É o ápice da vida, o ponto mais alto. Daí em diante vem o declínio o retorno ao ponto inicial.A sétima iniciação é a que chamamos de terceira idade, ou idade do ancião, também chamada de idade provecta. É o início do retorno ou viagem de volta. Passamos a agir como adolescente. Todo o aprendizado começa a se confundir dentro de nossas mentes e passamos a tentar reorganizar isso tudo. É o momento em que a luta entre razão e emoção se equilibra. Ocorrem certos momentos de emoção e outros de razão. A oitava iniciação é a que para alguns tem o nome de velhice. É a idade do ouro, a nova infância. Momento onde quase tudo é permitido lembra muito à infância. Usam-se fraldas recebe-se comida na boca e em certos casos até levamos puxões de orelhas.Por fim a nona iniciação, que nada mais é que a morte física. O momento de efetuar-mos a grande viagem de volta ao nosso ponto de origem. Como o universo é cíclico, certamente, ( para os que acreditam) retornaremos em outras iniciações sucessivas.O interessante nesse estudo é que o número de iniciações é igual ao número utilizado por Deus para numerar o universo, de zero a nove. Nove são as iniciações, nove são os números primários, nove é um número divino, pois ele é a base de tudo ele é a raiz da circunferência, o ciclo vital. Reduzindo o nove se chega ao número três, que representa o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Reduzindo mais ainda, chegaremos ao número um que é Deus Manifestado, ou seja, o princípio de tudo, a primeira iniciação, o ponto dentro do circulo, a fecundação do óvulo. 

 

Por: San Burundi 

04/11/2007 GMT 1

Estrela Guia

sanburundi @ 23:31



Estrela que no céu brilha estrelas que enfeitam o mar, estrela de cima é astro, que vive a iluminar.

Estrelas de cinco pontas, que mora a beira mar, brigando com grão de areia, que vive a lhe incomodar.

Estrelas que sempre guia o barco a navegar, farol a muitas milhas, não vou mais naufragar.

Estrelas da fogueirinha, da lenha a se queimar, caldeira que nunca esfria vapor para embalar.

Estrela da agonia, da dor que não quer passar, espera por mim Maria, sentada a beira mar.

Estrelas da noite fria, enfeitam o meu luar, estrelas são navegantes, povoam o fundo do mar.

Morena por mim espera, meu barco já vai chegar, contado as estrelinhas, pro tempo logo passar.

Por: San Burundi

Amor de Marinheiro

sanburundi @ 21:47


Preta como a própria noite, tendo os beijos como açoite, seios presos no decote e no corpo a emoção.

Num processo deprimente, sua voz tão eloqüente, me responde simplesmente, não te dou meu coração.

Eu parado embasbacado, contemplando com agrado, corpo esbelto esparramado, nos lençóis sobre o colchão.

Se permites me entrego, para ti Deusa de ébano, meus pecados eu renego, és a minha perdição.

Mas, a bela criatura, não é minha é da rua, vive no mundo da lua, vende o corpo a prestação.

Aos boêmios da cidade, os que têm assiduidade, juram ter fidelidade, ela abre exceção.

Eu ali embevecido, pelo álcool amortecido, pago pelo acontecido, e volto para a embarcação.

Por: San Burundi

Degustação.

sanburundi @ 21:14





 

Bolo de fôrma ou em rolo, de coco ou de repolho, com carne e muito molho, faz agrado ao paladar. 

Broa de milho ou de cebola, de amido ou maisena, em rodelas bem pequenas que delícia degustar. 

Biscoitinhos de viúva, quando a tarde é de chuva com chá verde ou de uva, coisa boa de tragar. 

Pão de queijo com geléia, torradinha e mussarela, torta fria na janela, como é bom imaginar. 

Uma charque na paçoca, paio frito e mandioca, pra adoçar tem uma torta, ou um prato de manjar. 

Todas essas iguarias, servem para a tarde fria, escrevendo poesias, na varanda frente ao mar.

Por: San Burundi 

01/11/2007 GMT 1

Recife Imortal

sanburundi @ 03:37


Recife, és pequena mas,  decente, orgulhosa tua gente, de visão mais liberal.

Foram fortes no passado, na defesa do estado, levantando o pavilhão.

Luta por democracia, libertar as freguesias, construir uma nação.

Peito inflado braço forte, fostes o Leão do Norte, desde a orla até o sertão.

Hoje livre e altaneira, do nordeste és a primeira, a mais bela capital.

Os teus rios tuas fontes, marco zero e belas pontes, a Veneza nacional.

No galo da madrugada, seja a pé ou de jangada, vou brincar teu carnaval.

Vou a Porto de galinhas, onde a flora marinha é repleta de corais.

São José belo mercado, com turistas deslumbrados, com trabalhos artesanais.

Quem visita nunca esquece pedacinho do Nordeste, panteão dos imortais.

Por: San Burundi 

Oh linda

sanburundi @ 03:30



Oh linda cidade dos amantes, de beleza exuberante, das ladeiras declinantes, de um belo carnaval.

Tua bela geografia, ruas feitas em pedras frias,onde o povo em cantoria, acompanha o turbilhão.

Teus bonecos multicores, tua arte teus amores, teus perfumes teus sabores, e teus sons em profusão.

Teu Alceu que é Valença, tuas rezas tuas crenças, romarias  penitências, as beatas em oração.

Bela Olinda minha amada, cada dia apaixonada, teu acervo ainda guarda, fontes de inspiração.

Aos poetas da cidade, que gritou por liberdade, hoje é sem vaidade, patrimônio da união.

União dos escritores dos poetas dos cantores cordelistas rimadores e de toda a Nação.

Por: San Burundi 

Triste despedida

sanburundi @ 03:18

  

 Adeus meu amor, vou em busca de aventuras, porque sei que tu procuras, outros braços encontrar.

Nosso caso é terminado, só restou de nós, passado, os afagos apaixonados, que trocamos entre os jasmins.

Foram breves mais profundos, agradáveis e fecundos, e por nada desse mundo, vão se afastar de mim.

Levo o peito amargurado, teu semblante alterado, ao ouvir tudo acabado, nosso amor chegou ao fim

Choro lágrimas sofridas, amargura de uma vida, dessa triste despedida, dor eterna dor sem fim.

Só espero que a saudade, que meu pobre peito invade, logo mude de cidade e vá viver noutro jardim.

Por: San Burundi 

Sede de amar

sanburundi @ 03:09

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Ah! Como é bom amar, como é gratificante sentir esse sentimento nobre e especial, que levanta meu astral, fazendo-me flutuar.

Doces momentos de prazer, tendo teus lábios a me dizer, frases maravilhosas, que inebriam todo meu ser e me fazem levitar.

Ah! Esse amor uma ternura, são momentos de loucura, que nos levam até o céu, minha bela criatura, os meus braços te procuram, pra unir teu corpo ao meu.

Dos teus lábios doces beijos, mil afagos eu desejo, para te recompensar. Teus cabelos espalhados, tendo o corpo esparramado, sobre a cama a descansar.

Essa bela silhueta, com contornos de ninfeta, que se arde de paixão. Nela encontro meu refúgio, o conforto que procuro a quem dou meu coração.

Por: San Burundi 

Tuareg

sanburundi @ 03:02

 

Nos desertos da vida sou um tuareg que vaga sem rumo e sem direção, embalado apenas pelo som de uma canção.Canção de amor sem fim, que relembra nossa breve união, que pouco tempo durou, e meu mundo modificou.Trazendo para mim uma dor e uma amargura, que me leva às agruras, de um triste caminhar.Caminho sem rumo em direção ao infinito, guiado apenas pelo instinto de sobrevivência e preservação.E em meu caminhar, encontros e desencontros é fator primordial, para manter-me, mesmo com esse baixo astral.Pois sei que não vais voltar, já não me pertences, não sou seu porto seguro, não nos conhecemos mais, em nós eu sou demais, já tens outro rapaz.Nessa labuta só espero um dia encontrar, entre palmas e espinhos, meu oásis, meu caminho, minha paz outro carinho.Onde possa armar meu novo ninho e de você não mais lembrar.

Todos os textos aqui colocados são de autoria do Poeta e escritor San Burundi e fazem parte do livro: Histórias, Contos e Poesias para ser lembrado. Editado Pela Livrorápido

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