57º Aniversário do poetinha San Burundi

No dia em que completei 17 anos ingresava eu na Marinha do Brasil como Voluntário. Naquela ocasião, eu estava realizando meu grande sonho "Ser Fuzileiro Naval". entrava para a tropa de elite da Marinha, onde, segundo Raquel de Queiróz, estão os homens mais másculos do planeta. Mesmo levando em consideração que a ilustre escritora era perdidamente apaixonada por um velho Almirante Naval, a verdade é que com raríssimas exceções, a frase da escritora tem bases científicas, pois ao longo da carreira pude perceber que o Fuzileiro Naval Brasileiro é imbatível, quando o assunto é mulher. Para se ter uma idéia, quando o "Velho Garcia Dávila" atracava em qualquer Cais, a zona do baixo meretrício era fechada ao público, ficando as preciosas "Damas" a disposição dos Fuzileiros.
Hoje, passados 40 anos, o velho "Lobo do Mar" relembra com saudades, os momentos gloriosos vividos a bordo dos velhos navios negreiros (essa era a forma como chamávamos os Navios Transporte de Tropas), que singravam os mares em busca de grandes emoções. Aquilo era gostoso, e como se diz na gíria de marinha, haja pau. Gameleira, Julião, Montanha, Pau da Bandeira, Ladeira do Mijo, Varandá, Nordeste de Amaralina, Sete de Setembro, Paripe, Piri Piri, Cabrália, Porto Seguro e outras ZBMs da Bahia, eram a extençao de nossas casas, Isso sem falar das ZBMs do Amazonas, Pará, Fortaleza, Santa Catarina, Espirito Santo, Pernambuco, Trinindad e Tobago, Roosevelt, Martinica, San Juan de Puerto Rico, Vieques, Cuba, Honduras, Nicarágua, EEUU, e muitos outros paízes, que se eu for enumerar perco a noite. Foram 32 anos de pura adrenalina. Hoje só restaram recordaçoes e uma frase "Puts Grila, como eu amei!".
É, sou obrigado a admitir, Haja Pau!!!!!!!!!

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